- A DBRS prevê que os preços das casas em Portugal permaneçam elevados, com as medidas para estimular a oferta a demorar a surtir efeito e riscos na capacidade de pagar créditos, sobretudo com garantia pública.
- A análise de mercado de crédito à habitação aponta que os preços devem continuar a valorizar-se, enquanto a conclusão de novas construções continua baixa, o desemprego permanece baixo, o ambiente económico é estável e a procura de novos empréstimos se mantém robusta, apoiada pelo programa de garantia pública.
- O índice de preços da habitação aumentou 18,9% em termos homólogos no quarto trimestre de 2025, segundo o Eurostat, e a atividade do mercado (número de transações) estabilizou em 2025.
- A DBRS destaca que a evolução depende da continuação do apoio público às garantias de crédito e da manutenção de condições económicas estáveis.
A agência de notação de crédito DBRS prevê que os preços das casas em Portugal permaneçam elevados. A análise, divulgada nesta segunda-feira, aponta que a conclusão de novas construções deve manter-se baixa e o desemprego deverá permanecer baixo, num cenário de estabilidade económica. A procura por novos empréstimos pode manter-se robusta, sustentada, em parte, pelo programa de garantia pública.
Segundo o relatório, o mercado da habitação deverá manter a valorização, apesar da demora na implementação de medidas para estimular a oferta. O foco encontra-se na necessidade de equilibrar oferta e procura à luz de subidas de preços já verificadas.
Dinâmica de preços e atividade
O estudo indica que os preços das casas continuam a subir. O índice de preços da habitação registou um aumento de 18,9% em termos homólogos no 4.º trimestre de 2025, conforme o Eurostat. Paralelamente, a atividade do mercado imobiliário, medida pelo volume de transações, estabilizou em 2025.
A DBRS aponta riscos associados à capacidade de pagamento dos créditos, sobretudo quando existe garantia pública associada aos empréstimos. O relatório sublinha a necessidade de monitorizar impactos de cenários de aperto económico ou alterações nas condições de financiamento.
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