- Portugal é o terceiro país da UE onde as PME dizem ter mais dificuldades em recrutar trabalhadores com as competências necessárias, com 35% a indicar “muita dificuldade”, a taxa mais alta após Malta e Chipre.
- Em Portugal, 15% das PME tentaram recrutar mão-de-obra fora da UE nos últimos dois anos e 18% dentro da UE; ainda assim, 71% afirma não contratar fora do país.
- Entre as PME que não recrutam fora da UE, 55% não o fazem por não necessitarem, 8% apontam complexidade administrativa/imigração, e 8% dizem não ter a informação necessária.
- Entre as que recrutam fora da UE, as áreas mais procuradas são construção (18%), engenheiros industriais ou mecânicos (12%) e informáticos (9%); 44% consideram as experiências de trabalhadores de fora da UE relativamente fáceis.
- Globalmente na UE, cerca de 14% (uma em sete) das PME tentou contratar fora da UE nos últimos dois anos; a maioria gere estes recrutamentos sozinha, e 31% desejam mais apoio financeiro, 25% mais informação e 23% mais ajuda na procura de candidatos.
Portugal ocupa a terceira posição na UE em dificuldades de recrutamento entre PME’s, sobretudo para competências técnicas, revela o Eurobarómetro.
O inquérito, realizado entre 1 e 17 de dezembro de 2025, aponta que 35% das PME portuguesas dizem ter muita dificuldade em recrutar pessoas com as competências necessárias. É igual ao Luxemburgo e apenas superado por Malta e Chipre.
Relativamente à contratação de mão-de-obra fora da UE, 15% das PME portuguesas já o tentaram nos últimos dois anos, e 18% dentro da UE. A maioria, 71%, afirma não ter essa intenção.
Entre as empresas que não contratam fora da UE, 55% não o fazem por necessidade, 8% consideram os procedimentos administrativos demasiado complexos e 8% não têm informação suficiente.
Entre as empresas que contratam fora da UE, 18% procuram trabalhadores na construção, 12% engenheiros e 9% profissionais de TI. O grupo maioritário tem experiências mais positivas ou neutras.
No conjunto, 44% disseram que as experiências com trabalhadores de fora foram relativamente fáceis, 28% consideraram-nas muito difíceis e 21% difíceis. A maioria não viu obstáculos específicos.
Cerca de 46% não encontrou obstáculos relevantes à contratação externa, 23% apontaram dificuldade na seleção de candidatos e 18% a falta de recursos humanos para gerir o processo.
Globalmente, 14% das PME da UE tentaram contratar fora da UE nos últimos dois anos, e 85-90% gerem sozinhas o recrutamento, mostrando pouca sensibilização para esse fluxo.
Sobre melhorias, 31% das PME na UE defendem maior apoio financeiro, 25% pedem mais informação e 23% desejam auxílio na procura de candidatos.
Roxana Mînzatu, vice-perante da Comissão Europeia, sublinha a importância das PME para a economia e a necessidade de disponibilizar canais de informação que facilitem a contratação de trabalhadores qualificados de fora da UE.
O estudo é baseado em 12.900 respostas de PME da UE e 500 empresas portuguesas, obtidas por telefone. Os dados permitem compreender a perceção e as ações reais no recrutamento transnacional. —————————————————————————
Contexto europeu
Os dados mostram que, na UE, a maioria das PME gere o recrutamento externo por conta própria, mas há interesse em mais apoio financeiro e orientação para facilitar o processo.
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