- O primeiro-ministro defende que Portugal tem a obrigação de deixar de depender permanentemente de fundos europeus, apostando no financiamento do próprio investimento.
- Montenegro afirmou que o próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia (2028-2032) já está em discussão e deverá beneficiar a economia e a competitividade, com apoio a projetos de excelência.
- O Governo diz que Portugal precisa apresentar projetos credíveis e inovadores, capazes de ampliar a capacidade europeia no plano económico e comercial.
- As instituições de ensino superior e as empresas devem colaborar para apresentar projetos válidos a nível europeu e cooperar com outros países.
- A criação da Universidade Técnica do Porto, aprovada pelo Governo, surge como parte de uma nova fase de valorização do ensino superior em Portugal, após a última universidade criada haver sido a da Madeira em 1986.
O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou, em Porto, que Portugal tem cada vez mais a obrigação de não ficar dependente de fundos europeus. Destacou que o próximo Quadro de Financiamento já está em curso, com o ciclo 2028-2032 em vias de definição.
Montenegro falava durante a passagem do Instituto Politécnico do Porto para a Universidade Técnica do Porto, evento onde reforçou a necessidade de o país desenvolver a sua capacidade de financiar o próprio investimento, sem descurar as políticas de coesão.
O chefe de governo alertou que a União Europeia está a moldar as diretrizes do próximo quadro financeiro, que entra em vigor em 2028. Assinalou que Portugal precisa preparar-se para competir a nível europeu desde já.
O primeiro-ministro explicou que o quadro visa a economia, a competitividade e o financiamento de projetos de excelência, que contribuam para a posição da Europa no plano económico e comercial. Não há garantias de vantagem automática para qualquer país.
Montenegro salientou que é essencial que empresas e instituições apresentem projetos credíveis e inovadores, capazes de demonstrar valor e impacto económico. A cooperação entre ensino superior e indústria é destacada como fulcral.
A cerimónia recordou, ainda, a criação da Universidade Técnica do Porto, aprovada pelo Conselho de Ministros a 21 de maio, junto com as novas universidades da Leiria e do Oeste, resultantes da transformação de institutos politécnicos.
A meta é preparar projetos agora para que, no primeiro dia de funcionamento do novo quadro, Portugal possa competir com outros Estados-membros na obtenção de financiamento de excelência.
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