- O vice-governador do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, deixou o cargo no dia 31 de maio, e acredita que a Espanha vai recuperar rapidamente um lugar na comissão executiva do BCE.
- A substituição de Guindos fica por Boris Vujčić, numa corrida onde aparece também o nome de Mário Centeno, que não teve sucesso.
- Guindos reforçou que a Espanha é a quarta maior economia da zona euro e que a sua presença na comissão executiva está plenamente justificada, ainda que surjam casos de corrupção ligados ao PSOE.
- A presença espanhola na comissão executiva pode limitar a oportunidade de Portugal, devido à rotação ibérica entre os lugares disponíveis até 2027.
- A comissão executiva tem seis elementos, seguidos pelos 21 governadores da zona euro no Conselho do BCE; a próxima reunião de política monetária está agendada para junho.
Luis de Guindos deixou o papel de vice-governador do Banco Central Europeu neste domingo, 31 de Maio, finalizando um mandato de sete anos. A saída não impede, porém, a convicção de que Espanha pode recupera um lugar na comissão executiva da instituição em breve. Boris Vujcic, croata, substituirá o espanhol na vaga agora aberta.
A mudança ocorre num contexto de ambições ibéricas pelo conjunto da pasta executiva. Mário Centeno, o português, participou da corrida pela vice-presidência, mas não obteve sucesso. O mandato de Guindos é o primeiro de quatro lugares que vão ficar vagos até 2027, no total de seis assentos.
Situação no BCE
De Guindos afirma que Espanha é a quarta maior economia da zona euro e que a sua presença é essencial e justificada. Questionado sobre casos de corrupção ligados ao PSOE, o vice-presidente disse que a reforma bancária espanhola, já implementada, reforça a posição do país.
Perspectivas para Portugal
O responsável do BCE antecipa que Espanha deverá ter fortes candidatos e que pode recuperar o lugar nos próximos trimestres. Com a presença espanhola, Portugal pode ver limitada a sua participação na comissão executiva, dado o rodízio entre os dois países.
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