- O Sistema de Entradas/Saídas (EES) entrou a 100% em 10 de abril, e os tempos de espera nas fronteiras aéreas agravaram-se, sobretudo no aeroporto de Lisboa.
- Economistas ouvidos pela Lusa dizem que os constrangimentos podem afetar o turismo, mas o impacto deve ser temporário e não deve penalizar o crescimento da economia.
- O professor Ricardo Ferraz alerta para um efeito dissuasor entre quem privilegia destinos com menos tempo de espera, mas confia que é um problema transitório, devido à fase de adaptação.
- O economista Ricardo Amaro, da Oxford Economics, sublinha que a maioria dos turistas que visita o país chega por via aérea, pelo que não deviam ser ignorados os constrangimentos, ainda que o efeito seja moderado e não altere a projeção de crescimento de cerca de dois por cento neste ano.
- O turismo representa cerca de 12% do Produto Interno Bruto; uma quebra significativa impactaria hotelaria, restauração, comércio e transportes, mas o conflito no Médio Oriente poderá reduzir voos de longa distância e, nesse cenário, Portugal pode beneficiar.
O sistema de controlo de fronteiras europeu tem impacto no aeroporto de Lisboa, com tempos de espera a aumentar. Economistas contactados pela Lusa analisam que o efeito poderá afetar o turismo, mas é visto como temporário e sem implicar um abalo sustentado à economia portuguesa.
Para o caso de Lisboa, há preocupação com possíveis efeitos dissuasores para quem opta por destinos com menos tempo de espera. Ainda assim, os especialistas consideram que se trata de uma fase de adaptação a um novo sistema, que deverá estabilizar nos próximos meses.
No essencial, o turismo representa uma parcela importante do PIB. A avaliação indica que o setor pode sofrer impactos se a procura recuar de forma significativa, com reflexos indiretos em hotelaria, restauração e retalho, e consequentes efeitos no emprego.
A maioria dos viajantes que visita Portugal utiliza o transporte aéreo, principalmente através do aeroporto de Lisboa, o que torna os constrangimentos relevantes para o fluxo turístico. No entanto, o cenário internacional menos favorável não aponta, por agora, uma quebra expressiva da procura.
O novo Sistema de Entradas/Saídas (EES) entrou em funcionamento em outubro de 2025, com efeitos visíveis nos tempos de espera. A PSP informou que os postos de fronteira aérea podem suspender temporariamente a recolha de dados biométricos em situações excecionais quando os atrasos se tornam insustentáveis.
Contexto do EES
O sistema está 100% operativo desde 10 de abril, segundo declarações oficiais. A suspensão temporária de dados biométricos visa aliviar o congestionamento em momentos de pico, sem comprometer a segurança das fronteiras.
Perspetivas para o turismo
Os economistas destacam que, apesar de pressões adicionais, não se antecipa uma queda abrupta do turismo. Prevê-se que, a médio prazo, o setor recupere elevações, mantendo uma tendência de crescimento próximo de 2% neste ano.
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