- O turismo do Sudeste Asiático, já a recuperar da pandemia, encara o encarecimento dos voos e custos de combustível devido à guerra no Irão, ameaçando a próxima época alta de verão.
- A escalada de tarifas aéreas e o aumento do combustível levam companhias como Vietnam Airlines, AirAsia e Cathay Pacific a reduzir voos ou ajustar horários; o encerramento de espaço aéreo no golfo Pérsico dificulta rotas para a Ásia.
- Tailândia, Vietname e Camboja registam quedas na procura: visitantes na Tailândia caíram 7% em abril; chegadas de europeus recuaram quase 16% e de viajantes do Médio Oriente 57%.
- Em Siem Reap, Camboja, os primeiros quatro meses de 2026 mostraram uma queda de 37,5% no número de visitantes internacionais e nacionais face ao mesmo período de 2025.
- O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) alerta que tarifas mais altas e menor confiança nas viagens podem afectar rendimentos familiares, receitas públicas e empregos em economias dependentes do turismo.
Em plena recuperação do turismo após a pandemia, o Sudeste Asiático enfrenta novos obstáculos devido à escalada dos preços de combustíveis e ao impacto econômico da guerra no Irã. A incerteza geopolítica está a provocar canceled flights, horários reajustados e bilhetes mais caros, sem indicar um caminho claro para a temporada alta de verão.
A Tailândia, Vietname e Camboja registam quedas no fluxo de visitantes. Em abril, a Tailândia informou uma queda de 7% no total de visitantes face a 2025, com recuos significativos entre europeus e viajantes do Médio Oriente. Em Siem Reap, Camboja, os primeiros quatro meses de 2026 mostram uma quebra de 37,5% no turismo.
As viagens para a região também sofrem com a escalada dos custos. Companhias aéreas como Vietnam Airlines, AirAsia e Cathay Pacific anunciaram reduções de voos ou reajustes de horários. O encerramento do espaço aéreo no Golfo e rotas mais longas elevam o preço das tarifas.
Os preços de combustível para aviões aumentaram, com sobras de combustível mais caras aplicadas por empresas como Air India e Cathay Pacific. A instabilidade de reservas intensifica a procura por bilhetes mais próximos da data de partida, sinal de incerteza entre os viajantes.
O impacto estende-se a outros setores dependentes do turismo. Taxistas e motoristas de apps na região relatam margens mais apertadas desde o início do conflito. O PNUD alerta que tarifas mais altas podem afetar rendimentos familiares e receitas públicas.
Especialistas indicam que a capacidade de as empresas de turismo sobreviverem até ao regresso de viajantes varia conforme a evolução do conflito. O turismo permanece um vetor de emprego e divisas em economias como Vietname, Tailândia e Camboja, com o mercado de luxo a ceder espaço para opções económicas.
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