- O PIB em Portugal manteve variação nula no primeiro trimestre de 2026, após crescimento no final de 2025, com o investimento a acelerar significativamente.
- O investimento registou uma variação em cadeia de 1,9% e uma variação homóloga de 9,2%, o valor mais alto dos últimos cinco anos, impulsionado sobretudo por transporte e outras máquinas e equipamentos.
•As importações cresceram 5,4% em cadeia, enquanto as exportações subiram 2,1% em cadeia, levando a um contributo negativo da procura externa líquida para o PIB.
- A procura interna ganhou impulso (contribuição de 1,7 p.p. para o PIB), mas o consumo privado abrandou, com a variação em cadeia a cair de 0,9% para 0,1%.
- Em termos homólogos, o consumo privado manteve-se importante para o crescimento, com uma taxa de 3% no primeiro trimestre, ajudando o PIB a manter-se próximo dos 2%.
O PIB português registou variação nula no primeiro trimestre de 2026, apesar de um impulso significativo no investimento. O aumento das importações contribuiu para a travagem da economia, segundo dados do INE.
O Instituto Nacional de Estatística confirmou a desaceleração frente ao trimestre anterior, quando o PIB cresceu 0,9%. Em termos homólogos, a expansão anual passou de 2,3% para 1,9% no último trimestre de 2025 para o 1º trimestre de 2026.
A procura interna acelerou, puxada pelo investimento, que passou de 1,2% para 1,9% em cadeia. A variação homóloga do investimento subiu de 5,2% para 9,2%, o maior valor em cinco anos.
Investimento acelera, importações sobem
A maiorトparte do impulso do investimento prende-se na compra de equipamentos de transporte (6,1% em cadeia) e de outras máquinas e equipamentos (11,3%). No entanto, grande parte desse investimento é financiado por importações.
As importações aumentaram 5,4% em cadeia no 1º trimestre, a variação mais elevada desde o Q4-2021, enquanto as exportações cresceram 2,1% (de -0,5% para 2,1%). A procura externa tornou-se negativo.
O consumo privado desacelerou, com o consumo em cadeia a subir apenas 0,1%, após 0,9% no trimestre anterior. O Governo tinha implementado medidas extraordinárias, como pensões adicionais e redução de retenção na fonte.
Mesmo assim, o consumo privado manteve-se o principal motor do crescimento, com uma taxa de 3% em termos homólogos no 1º trimestre, ajudando a manter o crescimento agregado próximo de 2%.
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