- O presidente da República, António José Seguro, em Leiria, afirmou que o Estado e os empresários devem caminhar lado a lado para enfrentar deficiências de financiamento e leitura do valor real das empresas.
- Garantiu que o valor das empresas depende cada vez mais de ativos intangíveis como conhecimento, dados e capacidade de inovação, mas o sistema financeiro ainda não os reconhece.
- Criticou a lentidão de estruturas públicas e privadas e pediu mais ligação entre ciência e empresa para transformar inovação em escala e produção sustentável.
- Referiu que o Banco Português de Fomento, ideia defendida por si em 2013, mobilizou 6,5 mil milhões de euros em 2025, apoiou cerca de 17 mil empresas e representou 2,2% do PIB nacional.
- Salvaguardou que o Banco de Fomento atua onde o mercado não chega, assume riscos que a banca comercial não assume e opera com missão pública e rigor institucional.
O presidente da República, António José Seguro, defendeu em Leiria que o Estado e os empresários devem caminhar lado a lado, numa intervenção durante as Conversas com Fomento no pavilhão Carlos Neto. A ideia baseou-se na leitura dos ativos intangíveis das empresas, cada vez mais valorizados pelo conhecimento, dados e inovação.
Seguro criticou a forma como os instrumentos de financiamento avaliam as empresas, destacando que o sistema financeiro ainda não lê o valor real de organizações com alto capital humano e processos de inovação. O objetivo é aproximar políticas públicas e prática financeira, para facilitar o acesso ao crédito.
O chefe de Estado sublinhou que o financiamento tradicional privilegia ativos tangíveis como máquinas e imóveis, o que dificulta a entrada de empresas inovadoras. Em vez disso, pediu que o sistema financeiro reconheça a inovação como parte da estratégia empresarial e não apenas um projeto isolado.
Foi enfatizado que, para ter consistência, a inovação precisa de integração na cultura organizacional e de passagem de inovação de talento individual para competência coletiva. A lentidão das decisões públicas e privadas foi apontada como entrave à velocidade exigida pelo ambiente atual.
Seguro ressaltou a necessidade de maior ligação entre ciência e empresa, para transformar o conhecimento produzido em soluções que respondam a problemas reais do setor produtivo. O objetivo é reduzir a fragmentação de iniciativas que muitas vezes ficam restritas a projetos ou territórios.
Entre as soluções discutidas, destacou-se a ideia de um Banco de Fomento para Portugal, defendida pelo Presidente desde 2013. Seguro recordou que o Banco Português de Fomento já é uma realidade com impactos mensuráveis na economia.
Resultados de 2025 apontam para a mobilização de 6,5 mil milhões de euros em financiamento e garantias, apoio a cerca de 17 mil empresas e participação de 2,2% do PIB nacional. Os números ilustram o papel do Fomento na promoção do desenvolvimento.
O Banco Português de Fomento é descrito como um instrumento que atua onde o mercado não chega, assumindo riscos que a banca comercial não aceita, mantendo missão pública e rigor institucional. A visão é reforçar a relação entre o saber académico e os problemas diários das empresas.
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