- O Banco de Portugal identificou uma relevância crescente dos riscos de cibersegurança, associados aos novos modelos de inteligência artificial.
- O governador Álvaro Santos Pereira garante a pró‑atividade do banco central e da banca portuguesa na gestão destes riscos.
- O Banco Central Europeu também teme mais ataques, incluindo possíveis de Estados, no âmbito da sofisticação crescente da IA.
- Um dos riscos centrais é o minar da confiança no sistema financeiro, elemento crítico para o funcionamento do setor, que pode levar à retirada de depósitos.
- O destaque mediático recai sobre o Claude Mythos, da Anthropic, entre outros modelos de IA, que intensificam as preocupações em ações regulatórias e de supervisão.
O Banco de Portugal aponta uma relevância crescente dos riscos de cibersegurança associados às novas tecnologias de inteligência artificial. O destaque recai sobre modelos avançados, como o Claude Mythos da Anthropic, cuja atividade recente altera o cenário de risco no sistema financeiro nacional.
A autoridade monetária portuguesa indica que estas tecnologias podem afectar a confiança no sector financeiro. Sem confiança, há o risco de retirada de depósitos e de impacto na estabilidade financeira, sobretudo se os incidentes de cibersegurança aumentarem.
O governador Álvaro Santos Pereira e a vice-governadora Clara Raposo lideram o alerta e reafirmam a proatividade do banco central e da banca portuguesa. O Banco de Portugal coordena respostas com o Banco Central Europeu para monitorizar impactos potenciais.
Riscos identificados e reação institucional
Os bancos europeus, incluindo Portugal, acompanham de perto a evolução tecnológica. A intervenção visa prevenir danos à confiança dos clientes, reforçar défices de resiliência cibernética e manter a integridade do sistema financeiro.
As autoridades destacam que ataques cibernéticos podem vir de diversas origens, incluindo atores estatais. O objetivo é reduzir vulnerabilidades, melhorar a detecção e acelerar a resposta a incidentes.
No longo prazo, a cooperação entre o Banco de Portugal e o BCE deve aprofundar-se, com planos de mitigação, auditorias e práticas de governance mais sólidas. A prioridade é manter a confiança dos consumidores e investidores.
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