- As Galeries Lafayette encerraram o seu primeiro grande armazém em Pequim, treze anos após a abertura, na quarta-feira, 27 de maio, devido à diminuição das vendas.
- A marca garante que não abandona a capital chinesa, concentrando-se agora numa seleção de marcas e produtos mais ajustados às novas expectativas dos consumidores.
- O encerramento ocorre num contexto de mudança no setor de luxo na China, após um período de rápido crescimento, seguido pela pandemia de Covid-19 e pela crise imobiliária.
- O grupo frisa que o modelo de grandes armazéns evoluiu, com compradores a valorizar conveniência, serviço de maior qualidade, experiências mais significativas e bem-estar; as lojas de Xangai, Shenzhen e Macau continuam em funcionamento.
- O espaço de seis pisos e 48.000 metros quadrados, a três quilómetros a oeste da Cidade Proibida, foi sendo esvaziado antes do encerramento, com clientes e funcionários a acompanhar o processo.
A Galeries Lafayette encerrou nesta quarta-feira, 27 de maio, a sua primeira grande loja de referência em Pequim, após treze anos de atividade. O grupo francês explica a decisão pela queda de vendas nos últimos anos e pela necessidade de ajustar a rede ao novo combinatório de consumo na China.
A duo de fatores macro explicam o recuo observado: o período de forte crescimento do luxo na China acabou por enfrentar a Covid-19 e uma crise imobiliária intensa, que travaram o consumo interno e obrigaram o retalho a adaptar estratégias. Analistas lembram que o consumo de luxo por parte do público chinês amadureceu e se tornou mais exigente.
Segundo a imprensa especializada, o consumidor atual valoriza não apenas marcas, mas também experiências, lojas pop-up imersivas e iniciativas de marketing locais. O grupo entende que a localização de alguns imóveis no eixo Pequim era desfavorável e que a estratégia passa a privilegiar lojas mais funcionais, com seleção de marcas ajustada às novas expectativas.
Antes do encerramento, o espaço de seis pisos e 48 000 metros quadrados recebeu fluxo constante de clientes à procura de promoções, com facturação a ser esvaziada. Uma funcionária do setor financeiro local comentou a surpresa com o fechamento repentino e relembrou a popularidade histórica do espaço entre jovens.
Este encerramento não representa a retirada definitiva da marca na China. Em comunicado, as Galeries Lafayette asseguram a continuidade da presença no país, mantendo lojas em Xangai, Shenzhen e na Região Administrativa Especial de Macau. A estratégia passa por concentrar a oferta em marcas e produtos mais alinhados com o novo perfil de consumo.
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