- Membros do BCE sinalizam subida de juros já na reunião de 11 de Junho, citando pressão inflacionista da energia e o impacto da guerra no Irão.
- Isabel Schnabel disse que não é possível ignorar a crise energética, sugerindo uma subida de juros em Junho para controlar a inflação.
- A inflação na zona euro tende a chegar a 4% até ao final de 2026, com indícios de transferência de pressão dos preços da energia para outros bens e serviços.
- Em abril, a inflação na zona euro ficou nos 3%; os dados de maio serão divulgados pelo Eurostat.
- Philip Lane afirmou que um cenário de subida de juros já em Junho é cada vez mais provável, preparando os mercados para a decisão de 11 de Junho; a taxa de referência do BCE está em 2%.
Os responsáveis do Banco Central Europeu (BCE) sinalizam que a subida das taxas de juro pode acontecer já na reunião de 11 de Junho, em Frankfurt. A delinear está a pressão inflacionista provocada pela energia e pela transferência de preços para bens e serviços.
Schnabel afirmou à Reuters que ignorar os efeitos da guerra no Irão já não é uma opção. A economista alemã indicou que uma subida em Junho é provável, face às perspetivas de inflação mais altas e aos sinais de que o fenómeno energético está a contagiar outros setores.
Lane, por sua vez, disse ao Nikkei que não é provável manter custos de empréstimo inalterados perante a escalada dos preços energéticos. O economista-chefe do BCE adianta que o cenário de aperto monetário pode ser necessário já neste mês, conforme o conflito persista no Médio Oriente.
Contexto inflacionista na zona euro
Em Abril, a inflação na zona euro situou-se em 3%, acima da meta de 2%. A estimativa para Maio será divulgada pelo Eurostat em breve, e a instituição mantém a vigilância sobre o impacto da energia na dinâmica de preços.
O BCE tem a sua taxa de referência nos 2%, posição que tem mantido desde o fim de 2025. A instituição não descarta ajustar previsões para a inflação na reunião de Junho, com base nos desenvolvimentos energéticos e no curso do conflito regional.
Implicação para políticas
Os aumentos de juros visam conter a inflação, reduzindo consumo e investimento. A decisão prevista para Junho poderá marcar o regresso a um regime de aperto monetário, caso persista a pressão de preços relacionada com a energia e o conflito no Irão.
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