- A Ferrari revelou o Luce, o seu primeiro carro totalmente elétrico, com preço de 550 mil euros e capacidade para cinco lugares.
- O design, desenvolvido em colaboração com Jony Ive, marca uma ruptura na silhueta tradicional da marca.
- O Luce pode acelerar de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e atinge velocidade máxima superior a 310 km/h, movido por quatro motores elétricos.
- O veículo gerou críticas generalizadas online, com comparações a modelos económicos como o Nissan Leaf e o Toyota económico.
- Encomendas começam na segunda-feira e as entregas estão previstas para antes do final do ano.
O Ferrari Luce, o primeiro modelo 100% elétrico da marca, foi apresentado em Roma. O automóvel de cinco lugares custa 550.000 euros e já gerou críticas generalizadas na Internet, ao ponto de a ação da empresa recuar quase 8%.
O lançamento ocorreu na capital italiana, com o presidente da Ferrari, John Elkann, a apresentar o veículo. O Luce foi concebido em parceria com o antigo diretor de design da Apple, Jony Ive, e apresentado também ao presidente italiano, Sergio Mattarella, no Quirinale.
Perante o escrutínio online, as redes sociais compararam o Luce a modelos de menor custo, como Nissan Leaf e Toyota económicos, desencadeando debates sobre o posicionamento da Ferrari. A reação levou a uma queda significativa na perceção pública.
O Luce, cujo nome significa luz em italiano, utiliza quatro motores elétricos, um por roda, com potência superior a 1.000 cavalos. Atinge 100 km/h em 2,5 segundos e passa de 0 a 310 km/h, mantendo o foco em desempenho extremo.
A Ferrari descreve o modelo como uma mudança de paradigma, não apenas uma resposta ao mercado. Elkann afirmou que o Luce representa uma decisão de liderar o futuro com clareza e coragem, no lançamento em Roma.
As encomendas arrancam na segunda-feira, com entregas previstas para antes do final do ano. Em termos de design, o carro apresenta uma silhueta suave em colaboração com LoveFrom, afastando-se da linha tradicional da marca.
Contextos de gestão do grupo também surgem na discussão: a Exor tem vindo a reestruturar ativos italianos, com empresas como Magneti Marelli e Comau a atravessar fases de venda ou reorganização.
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