- Voos de longo curso para o sudeste asiático a partir de Londres, Frankfurt e Paris encareceram quase 300% desde o início da guerra no Médio Oriente, com perturbações no fornecimento de combustível a impactar tarifas.
- Algumas companhias de baixo custo têm mantido tarifas mais baixas entre 10% e 30% através de coberturas de risco de combustível, mas estes acordos devem expirar na segunda metade do ano, possivelmente levando a subidas de tarifas.
- As rotas para a Ásia registaram aumentos significativos, com London–Singapore a passar de cerca de €600 para quase €1.800, e London–Bangkok a subir cerca de 273%; as ligações Frankfurt–Singapore e Paris–Bangkok situam-se em torno de €2.800.
- Algumas transportadoras cancelaram voos (ex.: KLM eliminou 50 ligações) e outras passaram a aplicar sobretaxas de 10 euros em rotas de média e longa distância para conter custos.
- Sugestões para viajantes: prever escalas que aumentem a viagem entre uma e quatro horas, manter bilhetes flexíveis e verificar políticas de reembolso; viajar com pouca bagagem e monitorizar a bagagem com localizadores GPS se possível.
O aumento dos custos energéticos provocados pela guerra no Médio Oriente tem feito subir o preço dos voos de longa distância, especialmente entre Europa e Ásia. Mesmo assim, algumas companhias de baixo custo mantêm tarifas mais estáveis graças a coberturas de combustível.
Uma análise do FlightsFinder indica que Ryanair, Wizz Air e EasyJet reduziram tarifas entre 10% e 30% em algumas rotas a partir de Londres, Frankfurt e Paris. A queda surge numa altura em que o sector enfrenta procura fraca e perdas económicas.
Essas reduções baseiam-se em acordos de cobertura de combustível, que permitem fixar o custo do combustível por um período. No entanto, especialistas apontam que estes acordos podem expirar na segunda metade deste ano, levando a aumentos tarifários.
Transformação dos preços e rotas
Viajar para destinos asiáticos a partir de grandes hubs europeus registou aumentos acentuados nos últimos meses, com subidas acima de 200% em várias rotas. Londres para Singapura e Banguecoque são exemplos de aumentos significativos.
Alguns voos aparecem entre os mais caros, nomeadamente Frankfurt-Singapura e Paris-Banguecoque, onde o custo ronda os 2 800 euros para ida e volta. Por outro lado, a rede de transportes também sofreu reduções em determinadas ligas intraeuropeias.
Como contornar perturbações
As companhias têm utilizado desvias de rotas, recorrendo a Istambul, Cairo ou Etiópia para chegar a destinos no oceano Índico. A Turkish Airlines ganha quota de mercado ao operar escalas em Istambul com ligações através de parcerias.
Algumas transportadoras aumentaram o número de voos diretos para Ásia, eliminando escalas no Golfo. A Air France e a Lufthansa também adicionaram sobretaxas adicionais em determinadas rotas de média e longa distância.
Recomendações para viajantes
Quem parte para destinos de longa distância deve prever escalas entre uma e quatro horas a mais que o habitual. Recomenda-se manter pelo menos três horas entre escalas para evitar desalinhos.
Optar por bilhetes flexíveis pode reduzir o impacto de perturbações. Em caso de desvio grave, é aconselhável verificar políticas de reembolso específicas de cada país e da companhia.
Preparação e logística
A conclusão de viagens pode exigir maior atenção à bagagem, visto que mudanças de rota aumentam a pressão sobre os sistemas de manuseamento. Em caso de viagem com bagagem, é útil considerar dispositivos de localização para facilitar eventual localização.
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