- Trabalhadores da Transtejo vão realizar plenários descentralizados entre terça e sexta-feira para discutir a nova proposta de valorização salarial apresentada pela administração.
- A Fectrans convocou os encontros, começando terça-feira, às 14h, no Montijo, com o objetivo de analisar a proposta sem consenso da administração.
- Fala-se de valorização de 56,58 euros por trabalhador, atualização do subsídio de refeição para 10,46 euros e aumento do limite máximo de anuidades de 25 para 27.
- A administração propõe que o local de trabalho passe a abranger toda a área de atividade da empresa, o que pode afetar o pagamento de horas extraordinárias.
- A federação também questiona prazos de compensação de descansos compensatórios e feriados, que passariam a ter um prazo máximo de 60 dias (em situações especiais 90 dias).
Os trabalhadores da Transtejo vão realizar uma série de plenários descentralizados entre terça e sexta-feira para debater a nova proposta de valorização salarial apresentada pela administração. A iniciativa é organizada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans). O objetivo é analisar a proposta de valorização por trabalhador, bem como o subsídio de refeição e o limite de anuidades.
O primeiro plenário está marcado para terça-feira, às 14:00, no Montijo. A Fectrans explicou que a gestão não tem acordo com a estrutura sindical e que a discussão deve envolver todos os trabalhadores, não apenas a administração. Embora haja avanços, a federação alerta para impactos negativos em algumas matérias.
Na quarta-feira, há encontros às 13:30 no Seixal e às 15:00 no Porto Brandão. Quinta-feira, o plenário realiza-se às 11:00 em Cacilhas. A sexta-feira encerra em Barreiro, também às 11:00. Os plenários visam recolher a posição coletiva dos trabalhadores frente à proposta.
Entre os temas em debate estão: valorização de 56,58 euros por trabalhador, atualização do subsídio de refeição para 10,46 euros e aumento do limite máximo de anuidades de 25 para 27. A administração propõe ainda que o local de trabalho passe a abranger toda a área de atividade da empresa.
A mudança de local de trabalho pode afetar as horas extraordinárias, segundo a Fectrans, que teme que a cláusula 53.ª do Acordo de Empresa seja aplicada apenas quando o trabalhador iniciar ou terminar o serviço no local de origem. A federação afirma que isto restringe a mobilidade diária e prejudica a vida pessoal.
Outra medida discutida é a gestão dos descansos compensatórios e feriados. A administração propôs um prazo máximo de 60 dias para a compensação, com 90 dias em situações excecionais, o que a Fectrans considera ainda excessivo.
A Transtejo Soflusa (TTSL) gere ligações fluviais entre Seixal, Montijo, Cacilhas, Barreiro e Trafaria/Porto Brandão, bem como a relação com Lisboa, no distrito de Setúbal. As negociações continuam com o objetivo de chegar a um acordo que reflita a vontade dos trabalhadores.
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