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Meo exige 82 milhões de indemnização do Estado pela exclusão da Huawei do 5G

Meo exige indemnização de 82 milhões ao Estado pela exclusão da Huawei do 5G, alegando danos especiais e ação em tramitação no Tribunal Administrativo de Lisboa

Huawei
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  • A Meo moveu uma ação contra o Estado português, a pedir 81,7 milhões de euros de indemnização pela exclusão de equipamentos Huawei das redes 5G em Portugal.
  • O processo foi aberto a 24 de abril no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa e envolve o Ministério Público e o Centro Jurídico do Estado.
  • A medida decorre de decisões da Comissão de Avaliação de Segurança, no âmbito do Conselho Superior de Segurança do Ciberespaço, consideradas prejudiciais à Meo.
  • A operadora sustenta ter sofrido danos especiais e anormais na sequência dessas medidas.
  • O caso faz parte de um contexto europeu de controvérsia sobre a presença da Huawei no 5G, com críticas de outros operadores.

Meo moveu uma ação contra o Estado português, pedindo uma indemnização de 81,7 milhões de euros na sequência da exclusão dos equipamentos da Huawei das redes 5G nacionais. A ação foi apresentada no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, em 24 de abril deste ano.

A operadora pertence ao portfólio da Altice Portugal e afirma ter sofrido danos especiais e anormais devido a decisões da Comissão de Avaliação de Segurança. A medida teve impacto direto na integração de equipamentos Huawei na infraestrutura 5G do país.

O processo envolve o Ministério Público e o Centro Jurídico do Estado, segundo informações recolhidas e referenciadas pelo portal Citius. A Huawei já tinha apresentado uma ação administrativa em setembro de 2023 contra a deliberação correspondente.

Contexto da exclusão do 5G e reação do setor

A deliberação, emitida no primeiro semestre de 2023, avaliou o “alto risco” do uso de equipamentos de fornecedores de países fora da UE, da NATO ou da OCDE, para a segurança das redes 5G. A medida não mencionou países específicos, mas a Huawei ficou como principal alvo da proibição em Portugal e noutras jurisdições europeias.

A Huawei já tinha indicado que o processo seguia os trâmites judiciais, com ações administrativas em curso junto do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa. Executivos de outros operadores, como Vodafone Portugal e NOS, já comentaram que a decisão foi agressiva em relação a práticas europeias, destacando impactos na implementação da rede 5G.

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