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Confiança das firmas alemãs sobe, apesar da guerra no Irão e choques energéticos

Confiança empresarial alemã sobe em maio para 84,9 pontos, sinalizando estabilização apesar de choques energéticos e da guerra no Irão

A refinaria Scholven integra o grande complexo petrolífero da BP em Gelsenkirchen, na Alemanha, 26 de março de 2026
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  • O índice de Clima de Negócios Ifo da Alemanha subiu de 84,5 em abril para 84,9 em maio.
  • O inquérito, que abrangeu cerca de nove mil empresas, mostrou maior otimismo na indústria transformadora, serviços e comércio, mas recuo ligeiro na construção.
  • O presidente do ifo, Clemens Fuest, afirmou que a economia alemã está a estabilizar, ainda que permaneça frágil.
  • Planos de aumento da despesa pública em defesa e infraestruturas podem ajudar a mitigar pressões económicas.
  • O Serviço Federal de Estatística confirmou um crescimento de 0,3% no primeiro trimestre, impulsionado sobretudo pelas exportações.

A confiança das empresas alemãs subiu em maio, contrariando expectativas de deterioração devido à guerra no Irão e a choques energéticos. O Índice de Clima de Negócios Ifo avançou para 84,9 pontos, face aos 84,5 de abril, revela o relatório divulgado.

O inquérito, com respostas de cerca de 9 mil firmas, mostra maior otimismo quanto à situação atual e às perspetivas futuras. Melhor desempenho aparece na indústria transformadora, nos serviços e no comércio, enquanto o setor da construção registrou queda na confiança.

O presidente do ifo, Clemens Fuest, afirma que a economia alemã estabiliza-se, ainda que permaneça frágil. Planos de aumento da despesa pública em defesa e infraestruturas ajudam a compensar parte das pressões. O resultado contrasta com receios de oscilações geopolíticas.

Exportações sustentam o crescimento

O Serviço Federal de Estatística confirmou que a economia cresceu 0,3% no primeiro trimestre face ao período anterior, apoiada principalmente pelas exportações. Este dato reforça a ideia de estabilização após semanas de risco de recessão.

Economistas alertam para que tensões no Médio Oriente, volatilidade energética e procura global fraca ainda possam comprometer o ritmo de crescimento ao longo do ano. A análise aponta para uma recuperação ainda frágil e dependente de fatores externos.

Jens-Oliver Niklasch, da LBBW, descreveu os números como uma surpresa moderada positiva. O analista acrescenta que encomendas sólidas em várias empresas podem sustentar a atividade caso haja alívio das pressões externas.

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