- O PMI flash da zona euro caiu para 47,5 em maio, o nível mais baixo em mais de dois anos e meio, sinalizando contração da atividade.
- O setor de serviços da zona euro caiu para 46,4, a pior leitura desde fevereiro de 2021, pressionado pelo aumento do custo de vida.
- França registou a queda mais acentuada, com o PMI compósito em 43,5 e o setor de serviços em 42,9, a leitura mais baixa em 66 meses.
- Alemanha manteve-se em terreno de contração, com o PMI compósito em 48,6 e a produção transformadora em 49,9, ambos pressionados pela procura.
- A inflação dos custos de produção acelerou, agravando um dilema para o Banco Central Europeu face a uma deterioração económica e a pressões inflacionistas ligadas à guerra no Médio Oriente.
A atividade empresarial da zona euro μαinou marcadamente em maio, atingindo o nível mais baixo em mais de dois anos e meio. O PMI indicou contração acentuada, agravada pela guerra no Médio Oriente, que eleva custos e pressões inflacionárias. França mostrou a pior leitura desde 2020.
Dados preliminares do PMI de maio mostram a economia da zona euro a perder fôlego, com o índice composto a descer para 47,5, abaixo do limiar de expansão (50). O serviço foi o setor mais penalizado, para 46,4, o pior desde 2021.
França registou a decréscimo mais expressivo, com o PMI compósito a descer para 43,5. O desempenho dos serviços caiu para 42,9, o nível mais baixo em quase 6 anos, e a produção industrial recuou, atingindo nova contração.
Alemanha manteve-se em território de contração, apesar de leve melhoria no PMI composto (48,6). A indústria transformadora estagnou, com novas encomendas em queda pela primeira vez desde dezembro de 2025, aumentando o receio sobre o emprego.
A pressão inflacionária intensificou-se, com custos de produção a crescer pelo sétimo mês consecutivo. Em França, os preços de fábrica atingiram máximos de três anos; na Alemanha, os custos industriais subiram acentuadamente. O BCE encara um dilema político.
Especialistas destacam que o impacto do aumento dos custos e da instabilidade no streito de Ormuz está a refletir-se nos preços, dificultando a recuperação económica da região. Os dados redefinem as perspetivas para o crescimento no curto prazo.
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