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UE prevê crescimento 2026 em queda devido à crise no Estreito de Ormuz

Comissão Europeia reduz perspetiva de crescimento da UE para 2026 (1,1%), devido à crise no Estreito de Ormuz que eleva energia e inflação e pressiona orçamentos

Navio de carga no estreito de Ormuz
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  • A Comissão Europeia reduziu a previsão de crescimento da UE para 2026, para 1,1%, com a zona euro revista para 0,9%.
  • O aumento dos preços da energia, causado pelo conflito no Estreito de Ormuz, elevou a inflação prevista para 3,1% este ano.
  • A confiança dos consumidores caiu para o nível mais baixo em quarenta meses, e investimentо e procura global enfraqueceram, com exportações a perder força.
  • A UE afirma estar em melhor posição do que em 2022, devido a energias renováveis, menor consumo de gás e diversificação de abastecimento, embora reconheça riscos negativos persistentes.
  • Os governos preparam-se para défices orçamentais maiores para apoiar famílias e defesa; a Itália solicita flexibilização temporária das regras orçamentais para abordar custos energéticos.

A União Europeia reviu em baixa o crescimento económico para 2026 devido à crise no Estreito de Ormuz, que impôs um agravamento dos preços da energia. A Comissão Europeia expôs as novas perspetivas numa atualização para o bloco.

A previsão de expansão económica da UE caiu para 1,1% em 2026, face aos 1,4% anteriores. A zona euro deverá crescer 0,9%. O relatório atribui a baixa à perturbação nos mercados energéticos globais provocada pela escalada de tensões no estreito estratégico.

A Comissão alerta que o choque energético se aproxima do nível de 2022, quando a invasão da Ucrânia desestabilizou os preços. Desse modo, a inflação na UE pode chegar a 3,1% neste ano, com contributo significativo dos custos de energia.

Perspetivas e riscos

A investigação aponta que a confiança dos consumidores atingiu o menor nível em 40 meses. As famílias enfrentam faturas de aquecimento e energia mais elevadas, enquanto as empresas enfrentam custos operacionais crescentes e procura enfraquecida.

O documento realça que o bloco está mais preparado do que em crises anteriores, graças a investimentos em energias renováveis, menor consumo de gás e diversificação de fontes. O reforço desta resiliência ajuda a mitigar choques externos, segundo Bruxelas.

A Comissão também admite riscos de quedas adicionais caso o Ormuz permaneça sujeito a perturbações prolongadas ou se se alargarem problemas de abastecimento no Médio Oriente. Nessa situação, a inflação pode manter-se elevada e a recuperação pode atrasar-se.

Implicações orçamentais e políticas

Os técnicos prevêem uma pressão crescente sobre os orçamentos nacionais, com agravamento de défices para permitir o apoio às famílias. Ao mesmo tempo, os países podem reforçar despesas em defesa num contexto de instabilidade geopolítica.

A Itália, via primeira-ministra Giorgia Meloni, pediu à Comissão uma flexibilização adicional das regras orçamentais para facilitar medidas de proteção energética. O objetivo é permitir ações emergenciais sem comprometer a disciplina orçamental.

Alguns países já sinalizam medidas para proteger empresas e famílias, mantendo o foco na redução de dependência energética e na diversificação de fontes. O conjunto de decisões deverá pautar o debate orçamental nos próximos meses.

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