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Reino Unido assina acordo histórico com o Golfo que reforça economia britânica

Acordo elimina até 93% das tarifas com o Conselho de Cooperação do Golfo, prometendo até 4 mil milhões de euros anuais para a economia britânica

O ministro de Estado britânico para o Comércio, Chris Bryant, e Jasem Mohamed Albudaiwi, do Conselho de Cooperação do Golfo, participam numa cerimónia de assinatura em Londres, a 20 de maio de 2026
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  • O Reino Unido assinou com o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) um acordo comercial histórico, o primeiro entre o CCG e um país do G7.
  • O acordo poderá injectar mais de 4 mil milhões de euros por ano na economia britânica.
  • Até 93% das tarifas aplicadas pelo CCG a bens britânicos serão eliminadas, reduzindo cerca de 670 milhões de euros em direitos anuais sobre exportações do Reino Unido.
  • As exportações britânicas de bens e serviços devem beneficiar, com maior acesso de empresas de serviços a mercados de finanças, engenharia, direito e consultoria.
  • O acordo é visto como uma vitória económica, com reações do governo britânico, do CCG e de empresários, apontando perspetivas de diversificação económica na região.

O Reino Unido assinou um acordo comercial histórico com o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), o primeiro entre o CCG e um país do G7. O acordo promete injetar mais de 4 mil milhões de euros por ano na economia britânica, com a eliminação gradual de tarifas para até 93% dos bens britânicos.

O acordo cobre Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Prevê a redução de cerca de 670 milhões de euros em direitos aduaneiros anuais sobre exportações do Reino Unido, com impactos imediatos em duas terças partes das reduções.

Exportações britânicas, desde queijo e manteiga até dispositivos médicos e bens industriais, devem beneficiar. Empresas de serviços terão acesso ampliado aos mercados de finanças, engenharia, serviços jurídicos e consultoria.

Reação de liderança e parceria

O primeiro-ministro Keir Starmer descreveu o acordo como uma vitória para trabalhadores e empresas, destacando o compromisso com crescimento, emprego e economia. O governo enfatiza que o Golfo é parceiro económico valorizado e que o acordo fortalece a confiança e o comércio.

Peter Kyle, ministro das Empresas e do Comércio, afirmou que o pacto transmite um sinal de confiança numa fase de incerteza global. Jasem Mohamed Albudaiwi, secretário-geral do CCG, saudou a conclusão das negociações e associou o acordo a uma visão de crescimento económico sustentável para ambas as partes.

Repercussões empresariais e setoriais

Líderes empresariais destacam o Golfo como mercado dinâmico para investir e crescer. O acordo é visto como impulsionando áreas como tecnologia verde, infraestrutura, saúde e serviços profissionais, com particular atenção a finanças e logística.

Georges Elhedery, da HSBC, disse que o acordo abre potenciais significativos e que o banco está preparado para apoiar ligações e investimentos. Outro executivo, Anthony Houghton, da Holland & Barrett, afirmou que um comércio estável e com poucas barreiras favorece a expansão internacional.

Perspectivas setoriais e comércio regional

Especialistas destacam a importância económica crescente do Golfo para o Reino Unido, especialmente fora da Europa. Exportações britânicas de alimentos para o CCG já totalizam mais de 720 milhões de euros por ano, com tarifas que deverão desaparecer para vários produtos.

Marco Forgione, do Chartered Institute of Export & International Trade, garante que o acordo abre novos mercados em setores como indústria avançada e energias renováveis. O comércio total entre Reino Unido e CCG situa-se em cerca de 66 mil milhões de euros anuais, com potencial de aumento.

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