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Banco de Portugal cria plano de resiliência de pagamentos após apagão

Banco de Portugal avança com o Plano Nacional de Resiliência de Pagamentos após o apagão de 28 de abril, visando cooperação setorial para robustecer sistemas de pagamento

Banco de Portugal
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  • O Banco de Portugal está a desenvolver um Plano Nacional para a Resiliência dos Pagamentos, em articulação com setores críticos, depois do apagão de 28 de abril de 2025.
  • O BdP afirma, no Relatório dos Sistemas de Pagamentos de 2025, que o apagão evidenciou a necessidade de atuação integrada para robustecer a segurança e fiabilidade dos sistemas de pagamento em Portugal.
  • O plano está a ser preparado no âmbito do Fórum para os Sistemas de Pagamento e foi aprovado na reunião plenária de 20 de novembro de 2025, com participação de entidades representativas da oferta e da procura de bens e serviços.
  • No dia do apagão, houve quebra de trinta e seis por cento na quantidade e no montante das compras em terminais em Portugal; a restauração foi o setor mais afetado, com quedas de sessenta por cento em quantidade e oitenta por cento em valor.
  • Os levantamentos de numerário recuaram trinta e quatro por cento em quantidade e vinte e quatro por cento em valor, com o valor médio por levantamento a subir para noventa euros; entre as 13:00 e as 14:00 houve aumento de levantamentos.

O Banco de Portugal (BdP) está a desenvolver um Plano Nacional para a Resiliência dos Pagamentos, em parceria com setores essenciais como energia, telecomunicações e retalho, após o apagão de 28 de abril de 2025. A iniciativa visa reforçar a segurança e a fiabilidade dos sistemas de pagamento em Portugal.

Segundo o Relatório dos Sistemas de Pagamentos de 2025, o BdP sublinha a importância de uma atuação integrada para responder a incidentes de forma eficaz. O plano está a ser elaborado no âmbito do Fórum para os Sistemas de Pagamento, com participação de entidades representativas da oferta e da procura de bens e serviços.

Avanços e aprovação

O plano foi aprovado pelo Fórum na reunião plenária de 20 de novembro de 2025, e está a ser desenvolvido em articulação com setores cruciais da atividade económica. A ideia é estruturar medidas de resiliência que cubram interrupções de fornecimento, ver em que condições operam pagamentos e como recuperar rapidamente serviços.

Impacto do apagão nos pagamentos

Em 28 de abril de 2025, o dia do apagão, houve uma quebra de 36% na quantidade e no montante das compras em terminais em Portugal, face às médias das duas semanas anteriores. A partir das 11:30, registou-se uma redução significativa do número de transações.

Setores mais afetados e dinâmica de consumo

O sector da restauração foi o mais afetado, com quedas de 60% em quantidade e 80% em valor. Apesar do perfil temporal, o valor médio por operação manteve-se em 33 euros.

Levantamentos de numerário

Os levantamentos em caixas automáticos recuaram 34% em quantidade e 24% em valor, com o montante médio por levantamento a subir para 90 euros, acima dos 78 euros das duas semanas anteriores. Entre as 13:00 e as 14:00 houve aumento de levantamentos, atribuível à procura de numerário enquanto alguns terminais ainda funcionavam com baterias ou geradores.

Contexto do evento

No dia 28 de abril de 2025, a Península Ibérica viveu uma falha elétrica extensa que deixou milhares de pessoas sem energia e afetou transportes, comunicações e serviços básicos. Em Portugal, o apagão ocorreu às 11:33, impactando o funcionamento de sistemas de pagamento.

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