- Luís Braga da Cruz, ex‑ministro da Economia e antigo presidente da CCDR‑Norte, afirma que o Douro mudou muito nos últimos cinquenta anos graças à reconversão da agricultura e ao conhecimento gerado pela Universidade de Trás‑os‑Montes e Alto Douro.
- Apesar das mudanças, o problema continua complexo: é preciso reduzir a situação periférica, inovar e capacitar pessoas.
- O ex‑ministro critica o centralismo, dizendo que “dá jeito aos políticos”, e defende uma solução ferroviária TGV Porto – Vila Real – Bragança, com custo inferior a novas travessias do Tejo.
- O ex‑ministro Carlos Tavares resume o desequilíbrio: setenta e cinco por cento da atividade económica está em vinte e cinco por cento do território.
- O vice‑presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro, Paulo Figueiredo, pede um benefício fiscal sério para o Interior, com impacto a duas décadas, referindo a situação dramática e as imensas assimetrias.
O Douro mudou muito nos últimos 50 anos, com reconversão agrícola e o conhecimento gerado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro a sustentarem a evolução regional. Ainda assim, permanece marcado pela periferalidade.
O ex-ministro da Economia Luís Braga da Cruz, antigo presidente da CCDR-Norte, afirmou que o problema é complexo e passa por reduzir a distância às grandes áreas, fomentar inovação e capacitar pessoas. Criticou o centralismo, que beneficia politicamente quem governa, e voltou a defender a ferrovia como solução de mobilidade económica.
Carlos Tavares, também ex-ministro da Economia, sublinhou o desequilíbrio territorial: a maior parte da atividade económica concentra-se numa pequena porção do território, o que representa desperdício de oportunidades para o resto do país.
Paulo Figueiredo, vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro, mostrou que o desenvolvimento é contínuo e depende de medidas com impacto a longo prazo. Defendeu um regime fiscal favorável ao Interior com efeitos em duas décadas, apontando a situação dramática e as assimetrias existentes.
Desigualdades e propostas
Uma visão partilhada é a necessidade de políticas de interior que promovam investimento estável e incentivos fiscais de longo prazo. Os intervenientes reforçaram a importância de equilibrar o desenvolvimento entre regiões e reforçar infraestruturas para escapar à dependência de centros urbanos.
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