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Pilotos alertam para instabilidade laboral caso Lufthansa entre na TAP

Pilotos alertam parainstabilidade laboral na TAP caso a Lufthansa assuma participação, com receios de enfraquecimento de trabalhadores e impacto no processo de privatização

Governo quer vender 49,9% do capital da TAP, dos quais 5% aos trabalhadores
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  • Pilotos alertam para risco de instabilidade laboral na TAP se a Lufthansa vencer a privatização, disputada com a Air France-KLM.
  • SPAC afirma que a relação com os sindicatos da Lufthansa é péssima, citando greves alemãs e disputas em tribunal arbitral como exemplo.
  • SNPVAC promoveu encontro com SITEMA, SITAVA e SIPLA para debater o tema, questionando o timing e a forma de entrada de um grande grupo na TAP.
  • Sindicato diz que trabalhadores estão a ser colocados à margem e analisa-se como Bruxelas poderá exigir condições para a entrada de um novo acionista.
  • Posições variam: SPAC prefere privatização total (sem Estado), SITAVA e SIPLA consideram o timing desastroso, e SITEMA defende investimento e gestão competente, sem favorecer nem público nem privado.

O tema da privatização da TAP reuniu responsáveis dos principais sindicatos ligados à empresa, num evento organizado pelo SNPVAC. A discussão ocorreu esta quarta-feira para analisar o impacto de uma possível entrada da Lufthansa no capital da companhia.

O presidente do SPAC, Hélder Santinhos, alertou para um possível problema de estabilidade laboral caso a Lufthansa seja o investidor. O representante apontou uma relação difícil entre a transportadora alemã e os sindicatos, citando greves em projetos de pensões.

No debate, os participantes apontaram que a história entre a Lufthansa e os sindicatos não é favorável, citando episódios de disputas judiciais e tentativas de negociação fracassadas. O SPAC destacou ainda a preocupação com o papel de Bruxelas na aprovação de um grande grupo na TAP.

Reações dos sindicatos

Ricardo Penarroias, presidente do SNPVAC, questionou o timing da privatização e a forma como a opção é apresentada como inevitável, lembrando que a TAP tem mostrado resultados positivos após a reestruturação. Outros sindicatos repetiram a cautela quanto à inclusão de trabalhadores no processo.

Paulo Duarte, do SITAVA, reiterou que, até ao momento, não há exemplos de privatizações em que os trabalhadores tenham saído melhor, sublinhando que o timing é desastroso e defendendo manter o atual modelo. Já Tiago Oliveira, do SIPLA, disse que a privatização pode ser considerada se as condições forem adequadas, sem comprometer o futuro da TAP.

Ricardo Medina, do SITEMA, pediu investimento e atração de quadros qualificados, afirmando que não há preferência por regime público ou privado entre os sindicatos. A necessidade de uma gestão eficaz ficou sublinhada por todos os intervenientes.

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