- A Meta iniciou o corte de oito mil postos de trabalho a nível global, numa reestruturação para reduzir custos e investir fortemente em inteligência artificial.
- A notificação começou nesta quarta-feira, com os trabalhadores na Ásia a receberem a notícia às 4h, hora de Singapura.
- Na Irlanda, a empresa cortou cerca de 350 postos, aproximadamente um quinto da força de trabalho do país; a Meta confirmou ter notificado os funcionários afetados e o Governo.
- Além dos despedimentos, a empresa já realocou perto de sete mil trabalhadores para equipas recém‑formadas dedicadas a iniciativas de IA; espera‑se que ocorram cortes adicionais até ao fim do ano.
- Os planos da Meta incluem investir mais de cem mil milhões de dólares em despesas de capital em IA desde o início do ano, com o objetivo de acompanhar rivais como Alphabet e OpenAI.
Meta iniciou, a nível global, o corte de 8000 postos de trabalho no âmbito de uma reestruturação para reduzir custos e ampliar o investimento em inteligência artificial (IA). A notícia foi formalizada por fontes próximas da empresa, que não detalham números por país.
As notificações começaram esta quarta-feira de manhã, com os trabalhadores na Ásia a serem informados às 4h, hora de Singapura. O processo prossegue em diversas regiões, incluindo a Europa, e deverá envolver equipas de engenharia e de produto.
Deslocalização de postos e resposta interna
Na Irlanda, o ajustamento afetou cerca de 350 postos, aproximadamente um quinto do total no país. Uma pessoa envolvida no processo indicou a cifra, mantendo o caráter confidencial. A Meta confirmou ter notificado os trabalhadores afetados e o Governo irlandês, sem comentar cortes específicos.
Funcionários foram aconselhados a trabalhar a partir de casa durante este novo ciclo de demissões, que atinge várias áreas da empresa. Fontes próximas indicam que, para além dos despedimentos, pode haver relocação de pessoal para equipas focadas em IA, com a empresa já a realocar perto de sete mil trabalhadores para projetos de IA.
Investimento em IA e sustentação da estratégia
A Meta mantém um investimento agressivo em IA, com despesas de capital estimadas em volumes superiores a centenas de milhares de milhões de dólares até ao final da década. O CEO Mark Zuckerberg tem reiterado a prioridade da IA, influenciando mudanças na organização ao longo dos últimos anos.
Com estas mudanças, a Meta pretende criar estruturas mais horizontais, com equipas menores e maior autonomia, segundo comunicado interno citado por meios de negócio. Analistas mundialmente observam o impacto financeiro dessa reestruturação, com receios sobre o retorno de tais investimentos a curto prazo.
Receção de investidores e contexto
Os gastos com IA criaram pressão entre investidores, que avaliam o equilíbrio entre custos de curto prazo e o crescimento de longo prazo. Estimativas de poupança com os cortes apontam para valores próximos de 3 mil milhões de dólares, ainda que o total de despesas de capital da Meta para o ano possa ultrapassar os 145 mil milhões de dólares.
A empresa tem vindo a promover ajustes na força de trabalho para acompanhar rivais tecnológicos, mantendo o foco no desenvolvimento de plataformas e serviços baseados em IA. A Direção mantém a linha de que o objetivo é aumentar produtividade e eficiência operacional.
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