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Interior pretende ganhar escala para atrair investimento

Autarcas e empresários defendem cooperação entre municípios, menos burocracia e incentivos para atrair talento e fixar investimento no interior

Autarcas e empresários discutiram entraves ao crescimento económico. Cooperação entre municípios irá atrair investidores
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  • Autarcas e empresários defendem menos burocracia, mais cooperação entre municípios, Estado, ensino superior e diáspora para atrair investimento e fixar talento no Interior.
  • Os temas centrais foram a necessidade de reorganizar o território de forma agregadora e a importância de políticas de diferenciação para manter infraestrutura, emprego e atividade económica.
  • Há críticas à burocracia e a exemplos de lentidão, como uma autorização da Direção-Geral de Energia e Geologia que aguarda há dois anos, e a necessidade de um funcionamento público mais amigável ao investimento.
  • Fala-se em criar um cluster industrial na região e em atrair empresas de outras áreas para manter talento e gerar conhecimento, com ligação entre territórios de fronteira e cooperação entre municípios.
  • Ricardo Rio afirmou que os concelhos vizinhos não são concorrentes e que o desenvolvimento exige rede, dinâmica empresarial e atratividade, citando a InvestBraga como exemplo de criação de empregos e diplomacia económica.

O II Fórum Empresarial do Douro, realizado na Casa de Mateus, em Vila Real, reuniu autarcas, empresários e responsáveis públicos para debater a necessidade de ampliar a escala económica do Interior. O objetivo é transformar potencial local em investimento, emprego e população, através de maior cooperação entre municípios, empresas, ensino superior e diáspora.

Autarcas defendem menos burocracia, mais parceria entre denominações público-privadas e políticas de diferenciação para o Interior, de modo a tornar o território atrativo e competitivo. O painel enfatizou ainda a urgência de reforçar a infraestrutura ferroviária e de destacar o capital humano como motor de desenvolvimento.

Para além da visão territorial, o encontro apontou o papel da administração pública como facilitadora de investimentos e a necessidade de reduzir prazos de aprovação de projetos, especialmente em áreas de energia. Também foi sublinhada a importância de ligações transfronteiriças com Espanha e de uma competição baseada na colaboração entre cidades e empresas.

Propostas para atrair investimento

A avaliação de cluster industrial regional foi destacada como elemento-chave, acompanhado da necessidade de atrair empresas de diferentes sectores para manter o talento e fomentar o conhecimento. A criação de redes com empresas de maior dimensão pode potenciar a retenção de profissionais qualificados.

Abertura a investimentos e valor acrescentado foram apontadas como caminho sustentável. A sugestão passa por investir em formação, investigação e validação de parcerias público-privadas, bem como reforçar a marca regional, a comunicação e a internacionalização de empresas locais.

Para quem acompanha casos de sucesso, a estratégia de criar uma rede de cooperação entre municípios foi apresentada como forma de ampliar a atratividade. A experiência de outros territórios mostrou que a escala surge quando concelhos trabalham de forma integrada para apoiar projetos com impacto económico.

Ricardo Rio, antigo presidente de Braga, ressaltou que o desenvolvimento só surge com dinâmica empresarial e criação de emprego, não apenas com apoio central. O caso de InvestBraga serviu como referência de diplomacia económica e de parceria com empresários locais para atrair investimento.

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