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Filho do dono da Mango não chegou ao topo; relação conturbada com o pai

Justiça espanhola vê participação ativa e premeditada de Jonathan Andic na queda de Isak Andic, associando‑lhe obsessão por dinheiro

Isak Andic, o fundador da Mango, que morreu a 14 de dezembro de 2024
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  • A Justiça espanhola investiga a morte do fundador da Mango, Isak Andic, e aponta para uma possível participação premeditada do filho, Jonathan Andic, que é considerado por depoimentos como tendo “obsessão por dinheiro” e prática de “manipulação emocional”.
  • Jonathan Andic foi detido pelos Mossos d’Esquadra na terça-feira como principal suspeito da queda do pai a 14 de dezembro de 2024; foi libertado após pagar uma fiança de 1 milhão de euros, ficou sem passaporte e tem de se apresentar periodicamente.
  • O laudo de autópsia não revelou ferimentos compatíveis com uma queda, levando a que o juiz avaliasse a existência de uma participação ativa e premeditada de Jonathan no homicídio, apesar de ele não ter assumido responsabilidades.
  • Jonathan nunca teve controlo total da Mango; entrou na empresa em 2005, ajudou a lançar a Mango Man em 2008 e ganhou poder em 2012, mas perdeu depois terreno para o CEO seguinte; Isak tinha planeado que Jonathan assumisse a holding familiar.
  • A Mango, de origem espanhola, tem atualmente cerca de 2.900 lojas em todo o mundo.

O origin do conturbado relacionamento entre Isak Andic, fundador da Mango, e o seu filho Jonathan Andic veio a público com novos contornos. A Justiça espanhola considera que Jonathan tinha uma “obsessão por dinheiro” e exercia “manipulação emocional” sobre o pai para alcançar objetivos económicos, segundo depoimentos citados pelo El Mundo.

Jonathan Andic foi detido na terça-feira pelos Mossos d’Esquadra como principal suspeito da queda fatal de Isak Andic a 14 de dezembro de 2024. O jovem acabou libertado após pagar uma fiança de um milhão de euros, ficou sem passaporte e tem proibido de viajar, devendo apresentar-se periodicamente às autoridades.

Apesar de não ter assumido responsabilidade pela morte, os depoimentos e a divergência entre versões favoreceram a avaliação de uma participação ativa e premeditada de Jonathan no homicídio. A autópsia não revelou ferimentos compatíveis com uma queda que expliquem o óbito pelo próprio mecanismo.

Jonathan Andic nunca logrou o controlo total da Mango. O seu percurso inicia-se em 2005, com participação no design de coleção e liderança de equipas, segundo o El Mundo. Em 2008 supervisionou o lançamento da linha Mango Man.

Quatro anos depois, com o afastamento de Isak, Jonathan ganhou poder com a transferência de responsabilidades executivas e a supervisão de projetos estratégicos. Anos depois, perdeu influência para Toni Ruiz, que passou a deter parte das ações e a liderar como CEO.

Desde 2012, Jonathan ocupa o cargo de vice-presidente do conselho de administração da holding familiar. Pouco antes da morte, Isak planeava que Jonathan assumisse o controlo da Punta Na Holding e da MNG Mango Holding, estruturas da família.

A Mango permanece com uma rede de cerca de 2900 lojas em todo o mundo, consolidando a presença global da marca espanhola no retalho de moda. As investigações continuam a decorrer, com situações de depoimentos a serem analisadas pelas autoridades.

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