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EUA e China podem reduzir tarifas recordes

Redução mútua de tarifas pode abranger bens de dezenas de mil milhões de dólares; analistas apontam impacto limitado no PIB, mas sinal positivo para investidores

ARQUIVO - O presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula para o presidente chinês, Xi Jinping, ao sair do Jardim de Zhongnanhai, em Pequim, 15 de maio de 2026
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  • Pequim e Washington vão trabalhar para reduzir tarifas sobre bens no valor de 30 mil milhões de dólares (27,3 mil milhões de euros) ou mais de cada lado, anunciou o ministério do Comércio.
  • Foi criado um conselho comercial e as partes concordaram, em princípio, em discutir um acordo-quadro para reduções recíprocas de tarifas sobre produtos de valor equivalente.
  • A China espera que a parte norte-americana cumpra os compromissos assumidos e pediu a prorrogação dos acordos de trégua comerciais alcançados no ano passado.
  • Analistas dizem que as reduções não são suficientemente significativas para alterar a previsão de PIB do mercado, mas representam um passo positivo para estabilizar as relações.
  • A China vai restabelecer registos de exportadores norte-americanos de carne de vaca e comprar 200 aviões da Boeing; o tema das terras raras será estudado em conjunto para abordar preocupações legítimas e legais.

Pequim e Washington avançam com a redução de tarifas sobre dezenas de mil milhões de dólares em bens, numa tentativa de reduzir tensões comerciais. O anúncio foi feito pelo Ministério do Comércio chinês, poucos dias depois da visita do Presidente dos EUA, Donald Trump, à China. A iniciativa surge após uma trégua comercial acordada entre as duas maiores economias durante uma reunião na Coreia do Sul, em outubro de 2025.

Segundo o Ministério do Comércio, foi criado um conselho comercial para negociar, em princípio, um acordo-quadro de reduções recíprocas de tarifas sobre produtos de valor equivalente. As reduções previstas abarcam bens de valor de 30 mil milhões de dólares ou mais de cada lado, conforme declaração online de um responsável não identificado do ministério.

A China espera que os Estados Unidos cumpram os compromissos assumidos na ronda de negociações mais recente e que haja uma prorrogação dos acordos de trégua comercial alcançados no ano passado. Analistas citados pelo ministério consideram que as reduções, embora positivas, não devem alterar de forma significativa as previsões de PIB de mercado.

Especialistas indicam que o efeito macro não será determinante, mas destacam o sinal de cooperação entre Pequim e Washington como um passo positivo para a estabilidade das relações bilaterais. O ministério afirmou ainda que as reduções vão facilitar o comércio entre as duas potências.

No âmbito de desfechos da cimeira Xi-Trump, a China prevê restabelecer registos de exportadores norte-americanos de carne de vaca, interrompidos no ano passado. Além disso, confirmou a aquisição de 200 aeronaves à Boeing, sem especificar modelos, em linha com expectativas de amplia encomenda para o fabricante americano.

A nota oficial não detalha o cronograma da implementação nem a lista exata de produtos abrangidos. Em relação a terras raras, o comunicado indica apenas que as partes vão trabalhar em conjunto para resolver preocupações legítimas e legais, sem entrar em pormenores.

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