- Mark Roberts, economista sénior do Banco Mundial, afirmou que nenhum país se desenvolveu sem urbanizar e que a urbanização impulsiona crescimento económico e criação de emprego.
- O investimento necessário é enorme, especialmente em África, e nenhuma instituição consegue suportá-lo sozinha; é essencial mobilizar financiamento a partir de várias fontes, incluindo do setor privado.
- Entre os riscos estão cheias e calor extremo; o crescimento urbano também acarreta congestão de trânsito e subida dos preços dos terrenos, refletindo a atratividade das cidades.
- Alguns especialistas alertam que urbanização rápida e mal gerida em África e no Sul da Ásia gerou bairros informais, ampliando desigualdades e impactos ambientais; perguntas sobre capacidade de resposta dos governos continuam.
- O Fórum Urbano Mundial (WUF13) decorre em Baku de 17 a 22 de maio, com mais de 40 mil participantes de 182 países; pela primeira vez, o Azerbaijão acolhe uma sessão a nível de chefes de Estado, e espera-se o Apelo à Ação de Baku para apoiar a Nova Agenda Urbana.
Nenhum país consegue evoluir sem urbanizar, afirma economista sénior do Banco Mundial. Em Baku, durante o Fórum Urbano Mundial, Mark Roberts ressaltou o papel da urbanização no crescimento económico e na criação de empregos. O alerta foi acompanhado de um apelo à diversificação de fontes de financiamento.
Roberts disse que, sobretudo em África, as necessidades de investimento em infraestruturas urbanas excedem a capacidade de qualquer ator isolado. Afirmou que é essencial mobilizar financiamento de várias fontes, incluindo o setor privado. Data da intervenção: 17 a 22 de maio, em Baku.
O economista apontou que as cheias e o calor extremo já afetam o funcionamento das cidades, elevando riscos e custos. Também destacou pressões de crescimento como engarrafamentos, subida de preços de terrenos e pressão habitação, todas associadas à atracção de pessoas para as áreas urbanas.
Atração de populações para cidades cria oportunidades de crescimento económico, sustentou Roberts, mas reconheceu que a urbanização traz desafios de gestão. A urbanização rápida exige políticas públicas eficazes para evitar desequilíbrios sociais e ambientais.
Alguns especialistas discordam do otimismo. Responsáveis locais afirmam que o crescimento urbano acelerado em África e no Sul da Ásia gerou bairros informais, aumentando desigualdades e degradação ambiental. O debate continua.
Contexto do Fórum Urbano Mundial
Monges Tadesse, responsável pela resiliência da cidade de Adis Abeba, alertou que pressões do crescimento urbano já excedem a capacidade de resposta de muitos governos. Criticou a falta de financiamento para adaptar cidades às alterações climáticas.
Tadesse sublinhou que as mudanças climáticas afectam habitação, economia e vida humana, e pediu maior investimento internacional para apoiar países vulneráveis. O foco é reduzir custos suportados por comunidades menos favorecidas.
Dados do evento
O Fórum Urbano Mundial, criado pela ONU em 2001, realiza-se de dois em dois anos numa cidade diferente. A edição 13 decorre em Baku, entre 17 e 22 de maio, com mais de 40.000 delegados de 182 países. Pela primeira vez, o Azerbaijão tem sessão de chefes de Estado.
Espera-se a aprovação do Apelo à Ação de Baku, documento alinhado com a Nova Agenda Urbana da ONU. O objetivo é orientar políticas públicas e investimentos para cidades seguras e resilientes.
Entre na conversa da comunidade