- O Portugal Railway Summit, no Entroncamento, está na sua sétima edição e conta com cerca de oitocentos participantes.
- Em Lisboa, no Campus XXI, foi anunciado o concurso público da CP para a compra de doze comboios de alta velocidade, no valor de 504 milhões de euros.
- A cerimónia em Lisboa decorreu em paralelo com o congresso e foi acompanhada em streaming no Entroncamento apenas em diferido, mantendo-se os horários dos painéis.
- O presidente da CP apresentou pela manhã, mas não abordou a alta velocidade, que ficou para a parte da tarde; o presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz, não se fez presente em Lisboa.
- Um painel sobre mobilidade urbana destacou a proliferação de Metrobus e defendeu infraestruturas dual-use (civil e militar) para responder a desafios futuros e à resiliência.
O Portugal Railway Summit, que decorre no Entroncamento, entrou no segundo dia com um anúncio relevante: a CP abriu um concurso público para a compra de 12 comboios de alta velocidade, num investimento de 504 milhões de euros. A cerimónia associada realizou-se em Lisboa, no Campus XXI, com transmissão em streaming para o evento no norte de Portugal.
A organização do congresso afirmou ter ficado surpresa com a cerimónia paralela, questionando por que não houve a oportunidade de divulgar o concurso durante o encontro. A decisão manteve os painéis da agenda sem alterações, num esforço de respeitar os convidados.
O presidente da CP participou pela manhã, mas retirou a parte dedicada à alta velocidade, anunciando que o tema seria abordado à tarde. O líder da IP – Infraestruturas de Portugal não comparceu em Lisboa, mas integrou o tema da nova era da ferrovia no seu discurso.
O Portugal Railway Summit recebe cerca de 800 participantes, num pequeno aumento face ao ano anterior. A organização destacou missões empresariais da Áustria, Brasil e Espanha, reforçando a relevância internacional do evento.
No debate sobre defesa, ferrovia e indústria, Nuno Rogeiro destacou a importância histórica dos caminhos-de-ferro e o papel atual na mobilidade. O painel sublinhou a necessidade de infraestruturas com uso dual civil e militar, dado o panorama geopolítico.
Num painel sobre mobilidade urbana, Paula Teles alertou para a proliferação de Metrobuses no país. A discussão centrou-se na implementação de soluções de BRT vs infraestrutura ferroviária mais robusta.
Os organizadores defenderam que investimentos em infraestruturas devem preparar o terreno para soluções futuras, como um possível light rail ou metro de superfície, mantendo a mobilidade civil segura e resiliente às mudanças climáticas.
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