- A Ryanair registou lucro após impostos de 2,26 mil milhões de euros no ano fiscal até março de 2026, mais 40% face ao ano anterior.
- As receitas totais subiram para 15,54 mil milhões de euros, com a receita por passageiro a aumentar 7% devido a tarifas 10% mais altas e custos operacionais a crescerem 6%.
- O número de passageiros avançou 4%, para 208,4 milhões, apesar dos atrasos na entrega de aviões Boeing que limitam a capacidade.
- A empresa cobriu cerca de 80% das necessidades de combustível para o ano fiscal em curso a 67 dólares por barril, ajudando a mitigar o impacto dos preços do petróleo; não foram emitidas perspetivas de lucro para 2026-2027.
- A Ryanair prevê que o tráfego atinja aproximadamente 216 milhões de passageiros este ano, com mais aviões Boeing 737 MAX a entrar em serviço, e sinaliza que atrasos e problemas na cadeia de abastecimento deverão manter-se nos próximos anos.
A Ryanair tornou-se a maior companhia aérea europeia de baixo custo com lucro líquido de 2,26 mil milhões de euros no ano até março de 2026, um aumento de 40% face ao período anterior. A agência também destacou que a volatilidade dos preços do petróleo continua a ser uma preocupação para o setor.
As receitas totais cresceram 11% para 15,54 mil milhões de euros, impulsionadas por tarifas mais altas e maior procura. O número de passageiros subiu 4%, para 208,4 milhões, apesar dos atrasos nas entregas de aviões Boeing que limitam o crescimento da capacidade. A receita por passageiro aumentou 7%.
Os custos operacionais subiram 6%, mantendo o custo unitário estável em 1%. O CEO Michael O’Leary indicou que a estratégia de cobertura de combustível ajudou a mitigar o impacto do aumento dos preços devido a fatores geopolíticos. A empresa cobriu cerca de 80% das necessidades de combustível para o ano fiscal atual.
Perspetivas e riscos
A Ryanair alertou para a continuidade da instabilidade no Médio Oriente, que cria incertezas para o setor e para os mercados energéticos globais. O grupo salientou que perturbações no Estreito de Ormuz poderão afetar o petróleo e, por consequência, as tarifas.
No entanto, a transportadora mantém o optimismo sobre o desempenho relativo, citando a posição competitiva devido à cobertura de combustível e ao potencial de poupança em cenários de falhas entre concorrentes. O CFO Neil Sorahan reiterou cautela sobre previsões de lucro para 2026-2027.
Atrasos na entrega de aviões Boeing continuam a limitar o crescimento da capacidade. A Ryanair prevê que o tráfego de 2026 se aproxime de 216 milhões de passageiros, com a entrada gradual de mais 737 MAX em serviço. A direção indicou ainda manter condições estáveis para tarifas.
Sobre a gestão, a empresa informou estar a discutir a extensão do mandato do CEO até 2032, refletindo uma visão de continuidade na liderança. A Ryanair não forneceu orientações detalhadas de lucro para 2026-2027, por falta de visibilidade sobre tarifas, procura e custos de combustível.
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