- O estudo do Banco Central Europeu (BCE) indica que os grandes incêndios de 2017 na região Centro provocaram quebras entre 20% e mais de 40% na faturação do setor de hotelaria e turismo.
- Foram destruídos 539 mil hectares de floresta e os danos ascenderam a mil milhões de euros.
- Os acontecimentos evidenciaram a vulnerabilidade do setor às alterações climáticas e à frequência crescente de eventos extremos.
- A recuperação do setor será longa, exigindo investimentos em prevenção, resiliência e adaptação às mudanças climáticas.
- O estudo alerta para a necessidade de ações coordenadas públicas e privadas para evitar prejuízos semelhantes no futuro, numa região ainda fortemente afetada por incêndios.
Os grandes incêndios que devastaram a região Centro de Portugal em 2017 tiveram impacto financeiro significativo no setor de hotelaria e turismo. Um estudo do Banco Central Europeu (BCE) analisa dois períodos de fogo na região, entre junho e agosto, incluindo a tragédia de Pedrógão Grande, e outubro.
Segundo o BCE, as quebras na faturação de hotéis e turismo variaram entre 20% e mais de 40%. A destruição de 539 mil hectares de floresta agravou perdas já registadas no turismo, com danos estimados em mil milhões de euros.
Além do impacto imediato, o estudo sublinha a vulnerabilidade do setor às alterações climáticas. O turismo de natureza e a hospitalidade, pilares locais, viram o negócio fragilizado pela frequência crescente de incêndios graves.
Impacto económico e ambiental
Os incêndios evidenciaram a interdependência entre ambiente e economia regional. A queda de receitas no sector turístico comprometeu empregos e fluxos de visitantes, influenciando várias comunidades ao longo da região Centro.
O relatório aponta ainda para a necessidade de investimentos em prevenção, resiliência e adaptação climática. Medidas públicas e privadas são consideradas essenciais para reduzir riscos futuros e promover sustentabilidade.
Perspetivas de recuperação e políticas
A recuperação da hotelaria e do turismo deverá ser gradual e exigir estratégias estruturais. O BCE enfatiza qualidade da gestão de risco e incentivos para manter operações mesmo em cenários de calamidade.
Fontes oficiais destacam que o reforço de infraestruturas, formação de mão de obra e cooperação entre entidades públicas e privadas podem acelerar a recuperação, assegurando maior resistência a choques climáticos.
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