Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Especialistas dizem que empresas devem fortalecer lideranças e saúde mental

Especialistas alertam que líderes devem priorizar a saúde mental e reorganizar o trabalho; prevenção do burnout depende do desenho organizacional

Empresas
0:00
Carregando...
0:00
  • Especialistas do Labpats alertam que promover ambientes de trabalho saudáveis deve ser prioridade estratégica das empresas, com melhoria da liderança e intervenção estruturada em saúde mental.
  • Recomendam seleção, formação e avaliação de lideranças com capacidade de comunicação, escuta ativa, gestão de equipas, prevenção de conflito, ética e inteligência emocional; liderar de forma saudável não é opcional.
  • Propõem reestruturação do trabalho para ser mais previsível, justo e sustentável: ajustar cargas, prazos, reforçar recursos, redistribuir tarefas e assegurar pausas e recuperação.
  • Defendem mecanismos de prevenção do burnout e do assédio, canais de sinalização seguros, apoio psicológico acessível e políticas de proteção; a normalização do sofrimento no trabalho não pode continuar.
  • Sugerem modelos laborais mais flexíveis e inclusivos, com trabalho híbrido como fator de proteção para alguns grupos, e exigem maior transparência em avaliação, progressão e remuneração, associada a ouvir ativamente os trabalhadores.

Os especialistas do Labpats apresentam recomendações para que as empresas coloquem a promoção de ambientes de trabalho saudáveis como uma prioridade estratégica. O foco está na qualidade da liderança, na reorganização do trabalho e numa intervenção estruturada na saúde mental.

O relatório, ao qual a Lusa teve acesso, alerta que o compromisso da liderança com o bem-estar continua a ser uma das áreas mais frágeis das organizações. Recomenda-se selecionar, formar e avaliar lideranças com competências em comunicação, escuta ativa, gestão de equipas e ética.

Além disso, é defendida a organização do trabalho de forma mais previsível, justa e sustentável, com cargas de trabalho equilibradas, prazos ajustados e mais recursos. A prevenção do desgaste depende do desenho organizacional, não apenas da resiliência individual.

Liderança saudável e desenho organizacional

A promoção da saúde mental envolve mecanismos de prevenção do burnout e do assédio, com canais seguros de sinalização, resposta atempada e apoio psicológico acessível. Políticas explícitas de proteção devem estar implementadas.

Os especialistas sugerem modelos laborais mais flexíveis e inclusivos. Dados recolhidos indicam que o trabalho híbrido pode proteger a saúde mental, sendo relevante para trabalhadores com doença crónica. A flexibilidade deve acompanhar condições mínimas.

Reconhecimento e participação

É enfatizado o reconhecimento, a justiça e a valorização profissional como pilares da relação empregador–trabalhador. Importa maior transparência nos critérios de avaliação, progressão e remuneração, bem como feedback regular.

Por fim, recomendam ouvir ativamente os trabalhadores. Incluir a voz dos profissionais nas decisões é visto como essencial para transformar ambientes fragilizados em contextos mais saudáveis e sustentáveis.

O estudo reforça que a promoção de ambientes de trabalho saudáveis é um processo contínuo. A mudança envolve a integração do tema no ADN da organização, com recursos e envolvimento de todos.

Tânia Gaspar, coordenadora do estudo, afirma que a saúde no trabalho deve ser um pilar estratégico. Apesar dos alertas, mantém uma expectativa positiva em relação à evolução das lideranças e às medidas de bem-estar.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais