- A LVMH irá vender a Marc Jacobs a uma sociedade conjunta 50/50 entre WHP Global e G-III Apparel Group, para financiar o negócio, em até 850 milhões de dólares.
- O acordo prevê que a transação se encerre até ao final do ano, com a G-III a gerir a marca a nível global e a WHP a supervisionar o licenciamento.
- O fundador Marc Jacobs manterá o papel de director criativo após a conclusão do negócio.
- Cada parte contribuirá com até 425 milhões de dólares para financiar a aquisição (cerca de 365 milhões de euros por lado).
- A operação ilustra uma mudança no setor do luxo, com foco em gestão de propriedade intelectual e licenciamento, em contexto de rentabilidade e mercado desafiante.
A LVMH vai vender a marca Marc Jacobs a uma parceria entre WHP Global e G-III Apparel Group, que angaria até 850 milhões de dólares para financiar a operação. O acordo centra-se na estruturação da propriedade intelectual e na gestão global da marca.
A operação prevê uma sociedade conjunta 50/50 entre a WHP Global, com sede em Nova Iorque, e a G-III, que fica responsável pela gestão global da marca Marc Jacobs. A transação deverá concluir-se até ao final do ano.
Marc Jacobs manterá o papel de director criativo após a conclusão, assegurando a direção criativa e as coleções de passagem da marca. A LVMH adquiriu participação majoritária na marca em 1997, no mesmo ano em que o designer passou a liderar a Louis Vuitton.
Os termos financeiros exatos não foram tornados públicos. Um regulamento indicou que ambas as partes podem aportar até 425 milhões de dólares cada para financiar a aquisição.
Estrutura do acordo e gestão da marca
A WHP supervisionará o licenciamento da marca, enquanto a G-III gere a operação a nível global. A transação vai consolidar o portfólio de marcas premium da WHP, que já inclui Vera Wang e rag & bone, expandindo as vendas a retalho para cerca de 9,5 mil milhões de dólares.
Marc Jacobs, criador da marca em 1984, expressou que permanece grato pelo apoio de Bernard Arnault ao longo de três décadas e que a mudança abre novas possibilidades criativas. O comunicado foi partilhado no Instagram pelo designer.
Contexto setorial
A decisão ocorre num contexto de ajustamento estratégico no setor do luxo, com grupos a priorizar rentabilidade e gestão interna de propriedades intelectuais. Analistas veem a tendência de licenciar e manter operações enxutas como parte de uma resposta a condições de mercado mais desafiantes.
O negócio reflete ainda uma tendência de venda de marcas para gestores especializados em luxo mais acessível, mantendo o controlo criativo com os criadores originais. Este movimento já ocorreu noutras empresas de consumo, como no caso da Adidas com a reestruturação de marcas.
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