- O Banco de Portugal está a preparar uma alteração às regras de crédito à habitação, visando reduzir a taxa de esforço máxima admitida.
- A ideia é baixar a taxa de organização de 50 por cento para quarenta ou quarenta e cinco por cento, limitando o acesso a quem tem menos condições de crédito.
- Exemplo: com rendimento líquido de dois mil euros, a prestação permitida hoje seria de até mil euros; com a nova regra, ficaria entre oitocentos e novecentos euros.
- A medida deverá ser apresentada aos bancos na próxima semana, segundo o Expresso.
- O contexto económico, com inflação e subida de taxas, inclui a possibilidade de o Banco Central Europeu subir a taxa de referência em junho e a Euribor já estar a subir.
O Banco de Portugal (BdP) prepara uma alteração às regras de concessão de crédito à habitação para reduzir a taxa de esforço máxima admitida. A medida visa limitar o acesso a crédito a quem tem menor capacidade de pagamento, ante a perspetiva de subida das taxas de juro.
A nova regra poderá ser apresentada aos bancos na próxima semana, segundo o Expresso. Hoje, a taxa de esforço máximo é de 50%, significando que a prestação não pode exceder metade do rendimento líquido do agregado familiar.
A ideia é reduzir esse limite em 5 a 10 pontos percentuais, restringindo o acesso àquele segmento com maior risco de incumprimento no futuro. O objetivo é evitar aperto financeiro quando as taxas sobem.
Exemplo prático: numa família com rendimento líquido de 2 mil euros, a prestação não devia ultrapassar 1 mil euros com a regra atual. Com 40% ou 45% de esforço, o teto desceria para 800 ou 900 euros, respetivamente.
Contexto económico e de mercado: o aumento dos preços da energia, impulsionado pela escalada no Médio Oriente, tem alimentado inflação. Consequentemente, as taxas de juro sobem para conter o consumo, ainda que o BCE não tenha alterado a taxa de referência até ao momento.
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