- António Pires de Lima, presidente da comissão executiva da Brisa, defende modernizar as leis laborais para aumentar a competitividade e diz que o fracasso do pacote laboral reflete incapacidade dos agentes políticos.
- Aponta que a rigidez das leis prejudica principalmente as pequenas e médias empresas, dificultando a flexibilidade necessária para serem competitivas.
- Entre as razões para o impasse, destaca restrições em rescisões por mútuo acordo nas grandes empresas (máximo de 20 por sociedade para acesso ao subsídio de desemprego) sem recorrer ao despedimento colectivo.
- defende a reintrodução do banco de horas individual (desenhado entre 2012 e 2019) e a extensão da regra que, em caso de desemprego comprovado por tribunal, não obriga a reintegração em empresas com mais de dez trabalhadores.
- Aguarda, com expectativa, a apreciação no Parlamento, reconhecendo que um Governo sem maioria pode não obter consenso, mas enfatiza a importância de convergência entre proteção social e flexibilidade para a economia.
O presidente da comissão executiva da Brisa, António Pires de Lima, defende reformas laborais para tornar as empresas mais competitivas. Em entrevista à Hora da Verdade, ele diz que o fracasso do pacote laboral resulta na incapacidade de acordo entre os agentes políticos.
Pires de Lima afirma que a rigidez das leis laborais penaliza sobretudo as pequenas e médias empresas. A falta de flexibilidade dificulta transformações necessárias para a competitividade das organizações.
O responsável da Brisa salienta que o pacote deveria manter algumas salvaguardas sociais, mas reforça a importância de adaptar a legislação às realidades económicas atuais. A120falta de acordo foi, segundo ele, consequência de divergências políticas.
Pontos-chave do pacote em foco
A reintrodução do banco de horas individual é uma das áreas que o executivo considera essenciais. O objetivo é permitir maior flexibilidade na organização do tempo de trabalho.
Outra linha de análise é a regra de reintegração, hoje aplicável apenas a empresas com menos de 10 trabalhadores. A proposta seria alargar o regime a empresas com 20 ou 30 trabalhadores, conforme o avaliador o entende.
Pires de Lima também comenta as rescisões por mútuo acordo, que limitam o acesso ao subsídio de desemprego a números por empresa. O objetivo é evitar danos reputacionais associados ao despedimento coletivo.
Perspetivas para o Parlamento
O presidente da Brisa aguarda o debate parlamentar com expectativa, reconhecendo a fragmentação do parlamento. A menos de uma maioria absoluta, o acordo pode depender de consensos mínimos entre partidos.
Sobre o papel do Governo, o gestor não emite diagnóstico político, mas ressalta que o Primeiro-Ministro colocou a reforma entre as prioridades. Mantém, porém, a necessidade de estabilidade económica e social.
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