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Juro da dívida de 30 anos nos EUA ultrapassa 5% com Warsh na Fed e inflação alta

Leilão de obrigações do Tesouro elevou rendimentos a cinco por cento, sinalizando pressão inflacionista, no dia da confirmação de Warsh na Reserva Federal

ARQUIVO. Fachada do edifício do Departamento do Tesouro dos EUA, em Washington, 4 de maio de 2021
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  • No leilão de obrigações a 30 anos, o rendimento máximo ficou acima de cinco por cento (5,058%), a primeira vez desde 2007, com o Tesouro a colocar 25 mil milhões de dólares.
  • O Senado confirmou Kevin Warsh como próximo presidente da Reserva Federal, num momento de inflação elevada que complica a tarefa de política monetária.
  • À hora de redacção, as obrigações do Tesouro a 30 anos negociavam a 5,02% e as de 10 anos a 4,44%.
  • Dados indicam inflação de 3,8% face a abril de 2025, com custos de energia elevados pela guerra no Irão e pressões de preços ainda persistentes na economia.
  • A dívida pública dos EUA aproxima-se de 40 biliões de dólares; rendibilidades mais altas podem encarecer habitação, dívida empresarial e financiamento do governo, num contexto de maior incerteza econômica.

O Tesouro dos EUA colocou na quarta-feira obrigações a 30 anos com rendimento acima de 5%, pela primeira vez desde 2007. O leilão implicou 25 mil milhões de dólares de títulos, com rendibilidade máxima de 5,058%. A operação ocorreu poucas horas após o Senado confirmar Kevin Warsh como próximo presidente da Reserva Federal, substituindo Jerome Powell.

A subida das rendibilidades de longo prazo destaca a inquietação dos investidores face à inflação. À hora de redação, as obrigações a 30 anos negociavam a 5,02% e as de 10 anos rendiam 4,44%. Dados de inflação recentes apontam para pressões persistentes na economia dos EUA.

A confirmação de Warsh acontece num contexto de política monetária ténue. O antigo governador da Fed tem defendido a credibilidade na luta contra a inflação e acesso a reformas na comunicação e no balanço da instituição. Os mercados permanecem divididos quanto ao ritmo de ajustamento.

O que motivou as mudanças de mercado

A inflação de preços ao consumidor avançou 3,8% em relação a abril de 2025, com contribuições de custos energéticos impulsionadas pela guerra no Irão. Os preços ao produtor também indicaram pressões subjacentes, complicando o alívio direto da política monetária pelo banco central.

Desafios para a nova liderança da Fed

Analistas apontam que rendibilidades mais altas elevam custos de financiamento para habitação, empresas e governo federal. O endividamento público, próximo de 40 biliões de dólares, pode sofrer impactos adicionais se as condições financeiras endurecerem.

Perspetivas para o curto prazo

Investidores avaliam cenários de crescimento resiliente com inflação elevada e custos de energia altos. O leilão de quarta-feira é visto como um indicador da dificuldade que Warsh enfrentará para restaurar o controle da inflação sem frear o crescimento.

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