- A Electrolux anunciou um plano de otimização em Itália que prevê o despedimento de cerca de 1700 trabalhadores, o que representa 40% da força laboral no país, incluindo o encerramento da fábrica de Cerreto d’Esi.
- O objetivo é ajustar a rede produtiva italiana a um plano global para melhorar a eficiência operacional e tornar o grupo mais ágil e competitivo.
- A empresa afirma que o setor europeu de eletrodomésticos enfrenta há anos dificuldades devido à procura fraca, aos custos elevados e à crescente complexidade.
- Trabalhadores iniciaram greves e manifestações nas cinco fábricas do grupo em Itália, com a FIOM-CGIL a convocar paralisações.
- O Governo italiano convocou uma reunião para 25 de maio entre a administração da Electrolux e sindicatos; a líder da oposição pediu intervenção para proteger empregos e a indústria.
A Electrolux anunciou um plano de otimização na Itália que prevê o despedimento de cerca de 1700 trabalhadores, o equivalente a 40% da força laboral do país, e o encerramento da fábrica de Cerreto d’Esi. A medida envolve cerca de 4500 trabalhadores no total em Itália.
O objetivo é adaptar a rede produtiva italiana a um quadro global para melhorar a eficiência operacional e tornar o grupo mais ágil e competitivo. A empresa aponta dificuldades no setor europeu, com procura dificultosa, concorrência acentuada, custos estruturais elevados e complexidade crescente.
A decisão gerou protestos e greves nas cinco fábricas do grupo em Itália, com a FIOM-CGIL a convocar paralisações em todas as unidades. A liderança sindical afirma que não aceitará destruição de empregos no país.
Reação política e contactos formais
Elly Schlein, líder do principal partido da oposição, pediu ao Governo de Giorgia Meloni que interviesse para travar os despedimentos. A dirigente ressalta a necessidade de proteger a presença do setor no país, defendendo políticas industriais que apoiem a investigação e o desenvolvimento.
O ministro das Empresas e do Made in Italy, Adolfo Urso, convocou para 25 de maio uma reunião entre a Electrolux e os sindicatos, segundo comunicado do ministério. O objetivo é procurar soluções consensuais que assegurem o emprego e a continuidade produtiva.
Perspetivas e próximos passos
A Electrolux descreve o plano como parte de um esforço para alinhar a produção italiana às dinâmicas de mercado, mantendo a competitividade a longo prazo. A empresa diz acompanhar a situação com empenho, com foco em soluções que preservem a atividade industrial no país.
Trabalhadores também iniciaram greves e manifestações junto às cinco unidades, com trabalhadores a exigir esclarecimentos e garantias quanto à transição e ao futuro das funções afetadas.
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