- Segundo o Eurostat, 21,3% dos trabalhadores europeus trabalha regularmente ao sábado e ao domingo; na Grécia chega a 41%, na Bósnia-Herzegovina a 33%, e em Malta, Chipre e Macedónia do Norte a 32%. Na Lituânia é apenas 4%, na Hungria 7% e na Polónia 7,5%.
- Entre trabalhadores por conta de outrem, Grécia, Chipre e Macedónia do Norte apresentam taxas superiores a 30%, seguidas pela Suíça e Malta, com 29%.
- Entre trabalhadores por conta própria/empregadores, Grécia tem a taxa mais elevada (75%), enquanto Bélgica (66%) e França (60%) ficam nos lugares mais baixos.
- A maior parte dos fins de semana no trabalho envolve setores de serviços e vendas (47,6%) e agricultura/ficultura/pesca (47,2%), bem como profissões elementares (25,7%).
- A Polónia lançou um projeto-piloto para reduzir a semana de trabalho de 39 para 35 horas sem cortes salariais, com avaliação prevista para 2027; outros países que já experimentaram semanas de quatro dias incluem o Reino Unido, Alemanha, Portugal, Islândia, França e Espanha.
Os Balcãs e o Mediterrâneo apresentam as maiores probabilidades de trabalhar ao fim de semana, segundo os dados mais recentes do Eurostat. Em Portugal, o tema ganha relevo pela crescente curiosidade sobre a semana de quatro dias.
De acordo com o Eurostat, 21,3% dos trabalhadores europeus atuam aos sábados e domingos. A Grécia lidera com 41% de trabalhadores assalariados ativos ao fim de semana, seguida por Bósnia-Herzegovina (33%) e Malta, Chipre e Macedónia do Norte (32%).
Já no Norte e Leste do continente, as taxas são mais baixas. Na Lituânia trabalham ao fim de semana apenas 4% dos trabalhadores, e na Hungria e na Polónia 7% cada. Entre os trabalhadores por conta de outrem, Grécia, Chipre e Macedónia do Norte mantêm as maiores percentagens acima de 30%.
Entre os trabalhadores por conta própria, a Grécia volta a apresentar a taxa mais elevada, com 75%. Bélgica (66%) e França (60%) aparecem nos patamares mais baixos. O estudo reforça que o regime de fins de semana não implica, necessariamente, mais horas de trabalho.
Setor onde é mais provável trabalhar aos fins de semana
Quase metade dos profissionais do setor de serviços e vendas trabalha ao fim de semana (47,6%). Idêntica tendência verifica-se na agricultura, silvicultura e pesca (47,2%). Profissões consideradas elementares — manuais e rotineiras — registam 25,7% de atividade aos fins de semana.
A conclusão é que a atividade semanal depende fortemente do setor, com maior incidência de trabalho ao sábado e ao domingo em áreas de retalho, turismo e atividades primárias. O Eurostat mostra ainda variações regionais que refletem estruturas económicas distintas.
Países que estão a experimentar a semana de trabalho de quatro dias
A Europa vem inclinando-se para comprimir a semana de trabalho, em vez de a ampliar. A Polónia, economia em rápido crescimento, lançou em 2025 um projeto-piloto para reduzir de 39 para 35 horas semanais, sem diminuição de salários.
O calendário permitia três opções: quatro dias com seis horas diárias, fim de semana de três dias ou dias de férias extra. O estudo, em 90 locais e envolvendo 5.000 trabalhadores, terá avaliação em 2027, com apoio financeiro para mitigar perturbações.
Outros países que já experimentaram semanas de quatro dias incluem Reino Unido, Alemanha, Portugal, Islândia, França e Espanha, segundo o estudo europeu. A tendência aponta para uma maior flexibilização da jornada, em detrimento de aumentos de horas.
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