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Lufthansa aumenta participação na ITA para 90%

Lufthansa aumenta participação na ITA para 90% com novo investimento de 325 milhões de euros; o Estado italiano mantém 10% e pode vender tudo em 2028

ITA sucedeu à Alitalia após a intervenção do governo italiano
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  • A Lufthansa vai aumentar a participação na ITA (ex-Alitalia) de 41% para 90%, pagando 325 milhões de euros.
  • Os 10% restantes ficam nas mãos do Estado italiano, com perspetiva de a Lufthansa os adquirir em 2028, passando a deter 100% da ITA.
  • O processo de privatização arrancou em junho de 2023, com a Lufthansa a comprar um bloco inicial de ações por 325 milhões de euros.
  • A transportadora alemã prevê concluir as aprovações oficiais no primeiro trimestre de 2027.
  • A ITA tem uma frota de 99 aviões; a Lufthansa já investiu, no total, 650 milhões de euros na operação italiana.

A Lufthansa anunciou que vai reforçar a participação na ITA, a ex-Alitalia, de 41% para 90% mediante o pagamento de 325 milhões de euros. O acordo mantém os 10% do Estado italiano, que pode vender a posição em 2028, passando a deter 100% da ITA.

O processo de privatização da ITA arrancou em junho de 2023, quando a Lufthansa venceu a corrida para a privatização, também ao preço de 325 milhões de euros pelo bloco inicial. A companhia alemã prevê concluir as aprovações oficiais no primeiro trimestre de 2027.

A ITA integra a frota da Lufthansa com 99 aeronaves, número idêntico ao da TAP. A Lufthansa planeia manter o controlo maioritário após a operação. A decisão contrasta com a privatização da TAP, em que a disputa envolve a Lufthansa e a Air France-KLM pelo controlo de 44,9% do capital.

Novo peso da Lufthansa na ITA

A Lufthansa espera finalizar o processo regulatório no primeiro trimestre de 2027, consolidando a tomada de controlo. A ITA deverá manter a sua marca e a integrou-se plenamente no grupo Lufthansa.

Contexto setorial

A Air France-KLM também tem aumentado a sua presença internacional, incluindo participações relevantes na SAS, com efeitos esperados no segundo semestre do ano. A situação da TAP e da ITA reflete movimentos de consolidação no setor.

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