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UGT pede valorização da Concertação Social e condena ataques contra diferenças

UGT defende valorização da Concertação Social como espaço de consensos, alertando que ataques à diferença fragilizam o capital de confiança entre Governo e parceiros sociais

Mário Morão, secretário da UGT
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  • A UGT pediu valorização da Concertação Social e afirmou que o fórum entre Governo e parceiros sociais não se esgota na negociação da lei laboral.
  • A posição foi comunicada um dia depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, defender “sindicalistas com arrojo” na reforma laboral.
  • A central diz que o capital acumulado pela Concertação Social não deve ser desperdiçado nem fragilizado por ataques à diferença.
  • O comunicado reforça que a Concertação Social é espaço de construção de consensos entre interesses diversos e que já manteve um capital de confiança ao longo de décadas.
  • As negociações da reforma das leis do trabalho, encerradas a 07 de maio, terminaram sem acordo; a ministra do Trabalho acusou a UGT de intransigência, enquanto a central afirmou que houve avanços e recuos por parte do Governo.

A UGT apelou nesta segunda-feira à valorização da Concertação Social e condenou ataques que, na leitura da central, desrespeitam as diferenças. O comunicado lembra que o fórum reúne Governo e parceiros sociais para além da negociação da lei laboral.

A central sindical afirma que a Concertação Social não se esgota na legislação laboral e deve manter o capital de confiança ganho ao longo de décadas. O objetivo é defender os interesses de trabalhadores, empresas e do país.

A posição surge dias depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter indicado a necessidade de sindicalistas com arrojo na reforma laboral. A UGT não faz referência direta a estas palavras no comunicado.

Contexto das negociações

O texto da UGT nota que houve declarações públicas de responsáveis políticos e de parceiros sociais após o fim das negociações sobre alterações à legislação laboral. O processo manteve-se em aberto até à conclusão da semana passada.

A central sublinha que a Concertação Social é um espaço de construção de consensos, baseado na diversidade de interesses representados, mesmo quando não são divergentes. O papel do fórum é manter o diálogo.

A UGT afirma que continuará a participar no diálogo da Concertação Social e lembra que o trabalho deste espaço não se limita à legislação laboral. Mantém o objetivo de encontrar soluções para problemas reais do país.

As negociações sobre a reforma das leis do trabalho terminaram na quinta-feira, 7 de maio, sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais. A ministra do Trabalho acusou a UGT de intransigência, enquanto a central contestou o método de negociação.

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