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Cabo Verde e Moçambique remuneram Portugal e elevam lucro recorde da CGD

Operações em Cabo Verde e Moçambique compensam a região e levam a Caixa a novo máximo de lucro no primeiro trimestre (397 milhões de euros)

Paulo Macedo volta a apresentar contas positivas na CGD, que lidera desde 2017
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  • A Caixa Geral de Depósitos teve um lucro de 397 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 1,1% face a igual período de 2025 (393 milhões).
  • O desempenho em Portugal recuou, mas as operações internacionais compensaram, nomeadamente Cabo Verde e Moçambique.
  • O resultado representou um novo máximo histórico para a Caixa, acima do anterior pico de 394 milhões registado no início de 2024.
  • Também foram divulgados lucros recorde de outras instituições: Banco Comercial Português, com 306 milhões, e Novo Banco, com 201 milhões, nos respetivos períodos.
  • O relatório aponta ainda um nível mínimo de crédito vencido.

A Caixa Geral de Depósitos fez chegar ao mercado um lucro de 397 milhões de euros no primeiro trimestre, registando um aumento de 1,1% face a igual período de 2025, quando ganhou 393 milhões. O resultado é próximo do máximo histórico de 394 milhões, registrado no início de 2024.

A dança entre ganhos domésticos e externos ajudou a bater o recorde. Operações em Cabo Verde e Moçambique compensaram o recuo observado no território nacional, mantendo o banco no caminho de retorno a níveis de rentabilidade elevados.

O banco anunciou ainda um nível histórico mínimo de crédito vencido, refletindo melhorias na qualidade da carteira. A CGD continua a consolidar o peso das suas operações internacionais para sustentar os resultados globais.

Contribuição internacional e indicadores de risco

Em Cabo Verde e Moçambique, as unidades da CGD contribuíram significativamente para o lucro, segundo a instituição. O desempenho global do grupo manteve-se estável, apoiado pela gestão de risco e pela diversificação geográfica.

Paralelamente, o desempenho em Portugal mostrou variações que incluíram queda de determinados segmentos, mas sem afectar negativamente o saldo consolidado. O banco não indicou revisões de orientação para o ano.

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