- Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) e 11 associações empresariais pedem às empresas afetadas que solicitem adiantamentos junto das seguradoras sempre que necessário, para responder rapidamente aos prejuízos.
- O apelo resulta de uma reunião na Associação Empresarial da Região de Leiria/ Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI), que analisou a resposta do setor segurador aos danos do “comboio de tempestades” e atrasos na peritagem e na orçamentação.
- As entidades mostram preocupação com a subutilização do mecanismo de adiantamentos, considerado crucial para mitigar impactos na atividade e assegurar a continuidade do negócio.
- O comunicado explica que os adiantamentos são antecipação da indemnização final, não atrapalham a tramitação dos danos nem os direitos das empresas, e devem ser usados em situações de urgência.
- Dados disponíveis: até 30 de abril, 125 mil sinistros foram regularizados (63%), com 445 milhões de euros já pagos ou adiantados; o custo total estimado dos danos indemnizáveis é de cerca de 1,2 mil milhões de euros.
A Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, a APS e 11 associações empresariais apelaram às empresas afetadas pelo mau tempo para pedirem adiantamentos às seguradoras. O apelo surgiu numa data recente e visa responder rapidamente às dificuldades imediatas causadas pelos sinistros.
O comunicado conjunto explica que os adiantamentos devem ser solicitados sempre que sejam necessários, contribuindo para uma resposta mais célere aos prejuízos. A iniciativa foi anunciada após uma reunião entre a Estrutura de Missão, a APS e associações de várias regiões com prejuízos relevantes.
A reunião ocorreu na semana passada na Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI). Reuniram-se para analisar a atuação do setor segurador face aos danos provocados pelo que tem sido designado como o comboio de tempestades.
As entidades manifestaram preocupação com atrasos nos processos de peritagem e orçamentação. Esses atrasos dificultam a avaliação de danos, a regularização de sinistros e a retoma da atividade económica.
As associações empresariais destacaram ainda a preocupação com a utilização limitada do mecanismo de adiantamentos por parte das seguradoras, instrumento crucial para mitigar impactos na atividade empresarial.
A APS assumiu a necessidade de promover maior aplicação dos adiantamentos. Comprometeu-se a sensibilizar as associadas para uma atuação mais proativa na concessão de adiantamentos, sempre que existam condições mínimas para verificação dos danos.
O comunicado esclarece que os adiantamentos correspondem a uma antecipação da indemnização final, sem afectar a tramitação dos danos. O pagamento não implica renúncia de direitos nem condiciona o montante total a indemnizar.
O instrumento é apresentado como uma medida extraordinária para responder a contextos de especial urgência, segundo o texto.
À Lusa, o diretor executivo da NERLEI CCI, Henrique Carvalho, afirmou que algumas empresas não pedem adiantamentos porque não é prática normal ou por receio na negociação futura. Também referiu que as seguradoras não têm, em geral, proposto adiantamentos, o que exige sensibilização.
As associações envolvidas incluem Acilis, Aepombal, Airo, Aricop e a NERLEI CCI, assim como entidades de Coimbra e Santarém, Cefamol, Aneme, APIP, APICER e o Centimfe, entre outras.
Segundo o site da APS, até 30 de abril as seguradoras regularizaram 125 mil sinistros, o que representa 63% do total. O montante já pago ou sujeito a adiantamentos ascende a 445 milhões de euros.
O custo estimado para o total de danos indemnizáveis situa-se em cerca de 1.200 milhões de euros, segundo o mesmo portal. As depressões Kristin, Leonardo e Marta deixaram pelo menos 19 mortos entre o final de janeiro e o início de março.
As tempestades afetaram principalmente as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocando destruição de habitações, empresas e infraestruturas, cortes de energia, água e comunicações, inundações e deslocações de pessoas.
O Governo recebeu cerca de 35.900 candidaturas para apoios à reconstrução de habitações. A Estrutura de Missão prevê entre 35 mil e 40 mil empresas com danos nas zonas mais atingidas.
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