- Hoje volta a haver sardinha nas lotas portuguesas, com uma quota de 33.446 toneladas, menos 2,8% face a 2024.
- Os preços devem subir devido à certificação “azul”; as conserveiras já aumentaram em 45% o preço do cabaz.
- Os pescadores enfrentam custos elevados com gasóleo, o que pode condicionar o ano, apesar de perspetivas de bom desempenho.
- Há contratos em curso com as conserveiras e espera-se que o peixe tenha tamanho e gordura adequados para justificar o aumento de preço.
- A Propeixe — Cooperativa de Produtores de Peixe do Norte, que agrega 24 barcos em Matosinhos — aponta que 2025 pode ser tão bom ou melhor que o anterior.
Cinco meses após o fim do intervalo sazonal, a sardinha está de volta às lotas portuguesas. A quota total para 2025 é de 33.446 toneladas, menos 2,8% face a 2024. O peixe não deve faltar, mas os preços devem subir.
A subida de preço está associada à certificação azul, que afeta a cadeia de valor até às conserva. As empresas do sector já anunciaram garantias de compra, com o cabaz de conserve atribuível a este ano a ter um aumento de 45%.
Para os pescadores, a escalada recente do custo do gasóleo é vista como o principal fator de pressão. O presidente da Propeixe, Agostinho Mata, afirma que há expectativa de melhora, desde que haja tamanho adequado do peixe e quotas bem geridas.
Mata destacou ainda que 2024 foi um ano favorável para o sector, e que se espera um desempenho igual ou superior em 2025, com contratos firmados entre pescadores e conserveiras. O impacto económico depende, sobretudo, da gestão de stock e da demanda.
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