- Greve de seis dias, entre 11 e 16 de maio de 2026, abrangendo todo o trabalho da Casa da Música, em território nacional, nas instalações ou exteriores, com exceção dos músicos da Orquestra Sinfónica.
- Exigem a revisão urgente do modelo de carreiras, criado unilateralmente pelo Conselho de Administração, em negociação com as estruturas representativas dos trabalhadores.
- Alegam que o modelo implicou muitas despromoções, reposicionamentos abruptos e exige avaliações futuras para progressões, apagando experiência anterior.
- Afirmam diferenças salariais evidentes, com receio de que alguns entrem com salários baixos em relação aos cargos de direção, e que 80% dos trabalhadores fiquem numa posição menos favorável.
- Reivindicam ainda a defesa do projeto da Fundação Casa da Música face à deterioração de recursos humanos e aos problemas gerados pela atual forma de institucionalizar o modelo de carreiras.
Os trabalhadores da Casa da Música, no Porto, anunciaram uma greve de seis dias para este mês de maio, entre os dias 11 e 16, com duração de 148 horas. A paralisação abrange todo o trabalho em todos os turnos, em território nacional, nas instalações ou em exterior, incluindo a Fundação Casa da Música, e não se aplica aos músicos da Orquestra Sinfónica.
O pré-aviso foi lançado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE) e já foi utilizado pela Lusa. O objetivo central é a revisão urgente do modelo de carreiras, alegadamente instituído unilateralmente pela Administração, por forma a que haja negociação com as estruturas representativas dos trabalhadores.
Reivindicações centrais
Os trabalhadores defendem a anulação de reposicionamentos em categorias profissionais recém-criadas, considerados despromoções, e uma redução significativa das diferenças entre salários de base e de topo. O Cena-STE aponta para critérios opacos e uma imposição com anúncios de grandes aumentos, enquanto alguns trabalhadores teriam visto aumentos nulos ou quase nulos face a 2025.
O sindicato acrescenta que o novo modelo provocou despromoções sem aviso prévio, encaminhando profissionais com 20 anos de carreira para níveis iniciais, com a condição de futuras avaliações de desempenho para progressão. Além disso, é defendida a contenção de disparidades salariais que, segundo o Cena-STE, colocariam alguns trabalhadores a auferir valores muito baixos face à administração.
Os trabalhadores também pretendem defender o projeto da Fundação e enfrentar a deterioração dos recursos humanos, associada à forma como o modelo de carreiras foi instituído. A organização sindical descreve a Casa da Música como estando num estado caótico, com saída de talentos e desconsideração das equipas.
A Fundação Casa da Música confirmou ter sido contactada pela Lusa para comentar a marcação da greve e ainda não respondeu.
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