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Trabalhadores da Casa da Música anunciam seis dias de greve em maio

Greve de seis dias na Casa da Música resulta de impasse negocial sobre o modelo de carreiras, com impacto em todos os turnos, exceto a Orquestra Sinfónica do Porto

A Casa da Música volta a ser palco de conflito laboral
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  • Trabalhadores da Casa da Música anunciaram uma greve de seis dias, de 11 a 16 de maio, com participação de todos os trabalhadores menos os músicos da Orquestra Sinfónica do Porto.
  • A greve, anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE), decorre num plenário realizado na quinta-feira anterior.
  • O Cena-STE acusa a fundação de autoritarismo e de impor um modelo de carreiras considerado discriminatório e mal desenhado, apontando impacto negativo na visibilidade de música não erudita e na progressão de músicos residentes.
  • O processo negocial, iniciado em outubro de 2025 para atualizações salariais de 2026, permanece sem acordo; o sindicato apresentou uma proposta de atualização salarial de 60 euros mensais para todos, mais 30 euros até firmar o acordo, que foi recusada.
  • O sindicato exige revisão urgente do modelo de carreiras com critérios objetivos, anulação de desposições consideradas injustas e um aumento mínimo de 75 euros, além de manter abertura a negociações com a administração.

Os trabalhadores da Casa da Música anunciaram, nesta segunda-feira, uma greve de seis dias na instituição portuense, entre 11 e 16 de maio. A paralisação envolve todos os funcionários, com exceção dos músicos da Orquestra Sinfónica do Porto, segundo o plenário do sindicato Cena-STE.

A greve foi aprovada para protestar contra a “imposição unilateral” de um novo modelo de carreiras que o sindicato classifica como discriminatório e mal desenhado. A decisão foi tomada com a presença de cerca de metade dos trabalhadores presentes na reunião.

O défice de diálogo persiste numa negociação iniciada em outubro de 2025, sobre atualizações salariais para 2026. O Cena-STE acusa a gestão de autoritarismo e de desvalorizar a missão cultural da instituição.

Contexto negocial

O sindicato relata propostas recusadas pela administração, incluindo um aumento salarial transversal de 60 euros mensais, com 30 euros adicionais até a assinatura do acordo de empresa. Diz que a administração indicou renegociar com o Cena-STE um novo plano de carreiras.

A leitura do plano de carreiras atual pelos trabalhadores aponta despromoções generalizadas e apagamento de experiências anteriores. A comissão descreve impactos negativos sobre a visibilidade da música não erudita e sobre agrupamentos residentes.

O Cena-STE exige revisão urgente do modelo de carreiras, com critérios claros, proteção de trajetórias profissionais e aumento mínimo de 75 euros para todos os trabalhadores face a 2025. A comissão mantém a abertura a negociar, caso haja vontade da administração.

Até ao momento, a administração não comentou o pré-aviso de greve nem o conteúdo das reivindicações. A Casa da Música não respondeu às solicitações de reação.

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