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Governo prevê crescimento de 2% ‘provável’; CFP defende maior prudência

CFP considera provável crescer 2,0% em 2026, mas recomenda prudência face à incerteza quanto à duração do conflito no Médio Oriente

Crescimento de 2% previsto pelo Governo "provável", mas CFP preferia mais "prudência"
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  • O Conselho das Finanças Públicas (CFP) considera provável um crescimento real de 2,0% em 2026, conforme o Relatório Anual de Progresso (RAP) 2026, mas alerta para riscos predominantemente descendentes.
  • O CFP recomenda maior prudência devido à incerteza quanto à duração do conflito militar no Médio Oriente e às suas consequências económicas.
  • O parecer sustenta que o cenário é baseado numa projeção de investimento público superior a 50%, o que o CFP vê como pouco provável de concretizar.
  • O CFP observa que a inflação medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) subjaz a uma previsão de 2,5%, inferior às projeções de outras instituições, o que não se enquadra no intervalo de maior probabilidade segundo análises anteriores.
  • Em relação ao crescimento nominal, o CFP aponta que está balizado pelas projeções independentes disponíveis e que o deflator do PIB é considerado prudente; o parecer analisa a execução orçamental de 2025 e as previsões macroeconómicas para 2026, sem abranger a programação orçamental de 2026.

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) considera provável o crescimento real de 2,0% para 2026 apresentado no Relatório Anual de Progresso (RAP) 2026, mas aponta riscos predominantemente descendentes que requerem prudência. O parecer foi divulgado nesta segunda-feira por solicitação do Ministério das Finanças.

De acordo com o CFP, a incerteza quanto à duração do conflito militar no Médio Oriente e as suas consequências económicas mais amplas justificam um grau acrescido de cautela. A avaliação resulta da ponderação entre o cenário do MF, a incerteza macro e as projeções disponíveis para a economia portuguesa.

O CFP observa que o crescimento projetado assenta numa expectativa de investimento público acima de 50%, o que considera pouco provável de concretizar. Revela também uma inflação IHPC prevista de 2,5%, inferior a projeções de outras instituições, mas cuja probabilidade de realização é questionável.

O documento também aponta que o cenário macroeconómico prevê uma desaceleração da inflação sem energia. O CFP alerta que a estimativa de inflação pode subestimar efeitos de contágio de aumentos energéticos a outras componentes do cabaz de consumo das famílias.

Quanto ao crescimento nominal, o CFP afirma que está balizado pelas últimas projeções independentes, com um deflator do PIB considerado prudente. O parecer avalia a conformidade de dados de execução orçamental de 2025 com a trajetória da despesa líquida e as previsões para 2026, sem interpretar o RAP 2026 como documento de programação orçamental.

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