- O presidente executivo do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, afirmou que não há sinais de risco no crédito jovem para compra de casa.
- O crédito, incluindo para jovens, continua a crescer, embora os lucros do banco tenham recuado 2% no primeiro trimestre.
- O BPI mantém uma “almofada” de 70 milhões congelada para situações negativas imprevistas.
- O banco aponta que o principal risco passa pela possível retirada de medidas de apoio à compra de habitação pelos jovens, o que pode levar à emigração.
O presidente executivo do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, afirmou que não existem sinais de risco no crédito a jovens para a compra de habitação. A opinião foi expressa numa conferência em que o banco apresentou os resultados do primeiro trimestre.
Segundo o líder do BPI, o maior risco para este segmento seria perder apoios públicos que facilitem o acesso à casa em Portugal, o que poderia levar alguns jovens a emigrar. As declarações contrariam receios partilhados pelo Banco de Portugal.
No período, o crédito concedido pelo grupo, com foco em habitação, manteve dinamismo, incluindo o segmento jovem. Contudo, os lucros do grupo recuaram 2% face ao trimestre anterior, refletindo uma redução de ganhos.
O BPI confirmou ainda a manutenção de uma almofada financeira de 70 milhões de euros, reservada para eventuais surpresas negativas. A gestão explicou que a reserva serve de proteção frente a cenários adversos repetidos em períodos de incerteza.
Resultados e cenário de crédito
As divulgação de resultados trouxe a confirmação de que, apesar da queda nos lucros, a atividade de crédito continua estável e o banco mantém vigilância sobre riscos operacionais e macroeconómicos que possam afetar clientes, incluindo jovens compradores de casa.
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