- Em março, a taxa de emprego em Portugal ficou em 65,7%, a segunda mais elevada em 28 anos, a 0,1 p.p. do máximo já registado.
- A taxa de desemprego recuou para 5,8%, aproximando-se de um nível residual.
- A taxa efetiva de IRS em 2024 foi a mais baixa dos últimos dez anos.
- A carga fiscal sobre rendimentos do trabalho é, já, inferior à de Espanha.
- O texto destaca forte valorização da função pública e grande esforço de concertação social (138 alterações à lei laboral, com apenas 6 sem consenso após mais de 200 horas de negociação), levantando a hipótese de nova greve geral pela CGTP e UGT.
Em Portugal, março confirmou sinais de forte dinamismo no mercado de trabalho. A taxa de emprego ficou em 65,7%, a apenas 0,1 p.p. do máximo histórico. A taxa de desemprego recuou para 5,8%.
Paralelamente, o regime fiscal revelou que a carga efetiva de IRS em 2024 foi a mais baixa dos últimos 10 anos. Os dados indicam que o imposto sobre o rendimento caiu face a períodos anteriores.
Também se destaca que a carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho é menor do que em Espanha, segundo dados da comparação fiscal entre os dois países. O panorama econômico inclui ainda valorização da função pública e amplos esforços de concertação social.
No terreno laboral, foram reportadas 138 alterações à lei laboral com negociações de mais de 200 horas, resultando em consenso em 132 pontos. O conjunto de medidas ganha relevância num contexto de diálogo entre entidades públicas e privadas.
Diante deste cenário, surge a dúvida sobre uma eventual nova greve geral. As centrais sindicais CGTP e UGT destacam interesses que, segundo balanços, divergem dos interesses dos trabalhadores, alimentando debate sobre futuras ações industriais.
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