- O Fundo de Resolução vendeu parte do Novo Banco, recebendo mil milhões de euros em dividendos.
- A venda permitiu à instituição obter receita suficiente para cobrir apenas quinze por cento da dívida associada ao Novo Banco.
- A dívida do Fundo de Resolução com o Estado e com um conjunto de bancos portugueses foi criada para financiar a intervenção no Banif e as injecções no Novo Banco.
- A dívida total permanece por saldar, mesmo após a alienação da participação e os dividendos já recebidos.
Após a venda da participação no Novo Banco, o Fundo de Resolução já recebeu dividendos e consolidou uma receita de cerca de 1 mil milhões de euros. Este montante resulta da alienação do imóvel financeiro, esclarece a instituição.
A operação permitiu ao Fundo de Resolução libertar parte do capital investido na instituição, mas não resolve a totalidade da dívida contada pelo próprio veículo. A dívida associada ao financiamento da intervenção no Banif e do apoio ao Novo Banco permanece por saldar.
A venda ocorreu num contexto de reequilíbrio financeiro do setor público e financeiro. O montante recebido não cobre a totalidade dos compromissos com o Estado e com o sistema bancário português. O saldo da dívida continua superior ao valor levantado.
Impacto da venda
O montante de 1 mil milhões de euros cobre apenas uma fração da dívida do Fundo de Resolução perante o Estado e junto de bancos nacionais. A diferença entre dívida e receita recebida continua a exigir gestão orçamental e monitorização de riscos.
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