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Mundial impulsiona procura de viagens, mas nem todas as cidades-sede lucram

A procura turística aumenta nos EUA, Canadá e México para o Mundial de 2026, mas o impacto económico é desigual e, a prazo, marginal e de curta duração

MetLife Stadium em East Rutherford, Nova Jersey, acolhe final do Mundial 2026 da FIFA a 19 de julho
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  • A procura internacional por viagens para o Mundial de futebol de 2026 está a aumentar nos Estados Unidos, no Canadá e no México, com o México a registar o crescimento mais constante e os EUA a mostrarem um aumento mais acentuado no primeiro trimestre.
  • Em termos de cidades, Boston, Cidade do México e Vancouver têm os aumentos mais fortes, enquanto Nova Iorque continua a destacar-se como referência mundial de viagens.
  • A conectividade aérea e as ligações internas são fatores decisivos; os Estados Unidos devem funcionar como principal porta de entrada, com ligações diretas a 40 das 48 seleções participantes.
  • A despesa em turismo ligada ao evento está estimada em cerca de 4,3 mil milhões de dólares, com mais de 80% concentrados na hotelaria, e os preços dos hotéis já sobem nas cidades anfitriãs.
  • Os especialistas prevêem ganhos económicos marginais e de curta duração para as cidades anfitriãs, com impactos variando entre mercados menores e grandes destinos, e sem grandes infraestruturas novas para o evento.

A procura internacional por viagens ao Futebol Mundial de 2026 está a aumentar nos EUA, Canadá e México, mas os benefícios não devem ser iguais em todos os destinos. O estudo conjunto Data Appeal, Mabrian e PredictHQ aponta crescimentos distintos por país e cidade.

No conjunto de cidades, os destinos mais relevantes são Boston, Cidade do México e Vancouver, com aumentos significativos. Nova Iorque mantém-se como referência forte em turismo, mas o volume de visitantes depende de fatores adicionais além do interesse.

A análise indica que a conectividade aérea e as ligações internas serão determinantes para converter interesse em chegadas. Os EUA devem funcionar como principal portal de entrada, com ligações diretas a 40 das 48 seleções participantes.

Dados e perspetivas

A procura por viagens internas já sobe, com uma subida média de 3,82 pontos percentuais nas cidades anfitriãs ao longo do torneio. O custo estimado do turismo ligado ao evento aproxima-se dos 4,3 mil milhões de dólares, com mais de 80% atribuídos à hotelaria.

Os preços hoteleiros já aumentam nas cidades-sede, sobretudo para jogos de destaque, como a abertura na Cidade do México e a final na área de Nova Iorque/Nova Jérsia. O impacto económico global poderá ser moderado.

Impactos económicos

Um estudo da Oxford Economics alerta para ganhos marginais e de curta duração no PIB e no emprego nos centros anfitriões dos EUA. A maior parte da atividade deverá substituir turismo existente, não criar procura adicional.

Entre as cidades, Kansas City pode registar o maior aumento relativo de empregos, seguido de San Jose, Atlanta, Houston e Los Angeles. Grandes destinos, como Miami, Nova Iorque e Seattle, podem ter ganhos menores.

O relatório prevê que o efeito no PIB fora do setor de lazer e hotelaria seja limitado. O Mundial tende a distribuir impactos de forma dispersa, com picos em várias cidades e países, não gerando grandes ganhos agregados.

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