- Em dois mil e vinte e cinco, o número de trabalhadores com dois ou mais empregos em Portugal atingiu um recorde, com fluxo anual superior a duzentos e sessenta e sete mil pessoas.
- O sociólogo Elísio Estanque afirma que a tendência revela instabilidade no mercado de trabalho e resulta do aumento da precariedade, do subemprego a tempo parcial e dos baixos salários, com peso da imigração.
- A população empregada que exerce outra atividade para além da principal registou um salto significativo nos últimos mais de dez anos.
- A notícia aponta que a situação atual reforça a necessidade de compreender as dinâmicas de rendimento e emprego no contexto de salários baixos e organização de trabalho.
O número de trabalhadores com dois ou mais empregos em Portugal atingiu em 2025 um recorde, com mais de 267 mil pessoas. A estatística aponta para um reforço desta prática no mercado de trabalho.
Segundo o sociólogo Elísio Estanque, a tendência revela instabilidade laboral e resulta do aumento da precariedade e do subemprego a tempo parcial, bem como de salários baixos persistentes. A imigração também é apontada como fator contributivo.
Entre a população empregada que desempenha outra atividade para além da principal, observa-se um salto significativo em mais de uma década. A fundamentação prende-se na necessidade de complementar rendimento devido a custos de vida e insuficiência salarial.
Causas e contexto
A análise enfatiza a combinação de salários baixos, contratos precários e elevada oferta de mão de obra imigrante como fatores que alimentam o duplo emprego. A leitura é de que esta realidade reflete fragilidades estruturais do mercado de trabalho.
Perspetivas para o futuro
Especialistas destacam a necessidade de políticas de valorização salarial, melhoria de condições contratuais e formação para reduzir a dependência de múltiplos empregos. A austeridade de rendimentos é apontada como motivação central para a prática atual.
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